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Fabrício Lima: ‘O prefeito pediu e não serei candidato’

Potencial candidato a uma vaga na Câmara Federal, em 2014, o secretário municipal de Esportes revela, em entrevista a A CRÍTICA, que desistiu de concorrer ao cargo para se dedicar à função que assumiu há cinco anos, ainda na gestão passada

Fabrício Lima [Semjel]

Fabrício Lima está na segunda gestão à frente da Semjel. Vereador licenciado, ele já teve passagens pelo Conselho Constitutivo do governo do Amazonas (1999 a 2002) e foi membro do Conselho Estadual de Direito da Pessoa Humana (Marcio Silva)

Triatleta há mais de dez anos, com participação em provas como Iron Man, Brasileiros de Triathlon e Internacional de Triathlon, o atual Secretário Municipal de Juventude, Esporte e Lazer, Fabrício Lima, faz um balanço de sua gestão à frente da pasta. Para ele, o ano de 2013 foi mais que positivo, com grandes eventos realizados e adianta novidades para 2014. Sobre sua participação nas eleições do ano que vem, ele revela em primeira mão que vai permanecer no cargo e não será candidato. “O prefeito conversou comigo e pediu para que eu continuasse na função. Eu aceitei”, declarou Fabrício Lima. A seguir, trechos da entrevista concedida a A CRÍTICA:

O ano de 2013 está terminando. Qual a sua avaliação do ano à frente da Semjel?
Foi o começo de uma administração para todo mundo, menos para mim, que estava dando continuidade a um trabalho que eu já tinha iniciado. Mas é uma nova administração, novos secretários. O prefeito Arthur (Neto) fez o convite, é meu amigo pessoal. Ele é um faixa coral de jiu-jítsu e gosta muito de esporte, então, quando a gente vai conversar sobre esporte as coisas caminham. Acredito que muito foi feito também pela parceria que ele tem com o governador Omar (Aziz). Essa parceria dos dois veio muito a calhar e acabou refletindo em todos os setores administrativos. Isso fez com que abríssemos diálogo com outros secretários e aí as coisas foram fluindo. Acredito que foi um ano muito positivo pra gente.

Manaus, neste ano, foi a rota de muitos eventos esportivos nacionais e até internacionais. Para 2014 esse roteiro permanece?
Permanece porque o prefeito deve fomentar o esporte, trazer qualidade de vida, gerar emprego direto e indireto, movimentar nossa economia. Em virtude de uma Copa do Mundo que se aproxima nós teremos aí grandes eventos. Tem o Beach Soccer que acontece todos os anos e as coisas estão bem adiantadas para se consolidar de uma vez por todas no calendário nacional. Terá cinco etapas e a última será em Manaus.

Só para fazer um comparativo, o que teve de eventos esse ano que em 2012 não teve?
Ah, esse ano tivemos o Shooto Brasil, que foi um marco para a gente. Foi um evento de uma parceria com o Dedé Pederneiras, que dispensa comentários. Nós tivemos o Campeonato Brasileiro de Skate, trazendo equipes de volta para Manaus. Eu acho que a credibilidade, a cada ano aumenta, e a confiança também. Nós temos parcerias com várias empresas da iniciativa privada, principalmente com a Federação da Indústria e o Shopping Ponta Negra. Ajudamos as categorias de base no campeonato amazonense, acabamos entrando em todas as modalidades esportivas. Vou te dar outro dado: esse ano nós temos investido quase 900 mil reais em passagens para atletas disputarem competições fora. E tivemos a Copa dos Bairros de Vôlei, que foi uma descoberta de novos talentos.

Em relação ao Jungle Fight, já está tudo acertado para o evento voltar para Manaus em março de 2014?
A gente tem conversado com Wallid Ismail. A proposta que ele nos deu foi março e eu estou conversando com o prefeito, até porque quem bate o martelo é ele. O prefeito Artur quer muito a volta do Jungle Fight para Manaus, um evento que começou aqui e tomou conta do Brasil. Eu já combinei com Wallid Ismail. Agora no mês de dezembro ele está vindo aqui em Manaus para conversar com o prefeito e aí selar esse trabalho, essa parceria. Eu acho que tem tudo a ver. Jungle Figth Manaus nasceu aqui e já está na hora de voltar.

E as articulações para o Bitetti Combat e o UFC serem realizados em Manaus? As chances são boas para 2014?
São muito boas. Acredito que muito por conta dessa credibilidade, porque as pessoas saem daqui, saem de Manaus falando bem da gente, que aqui em Manaus nós honramos nossos compromissos, que as coisas aqui acontecem, e nossa torcida é uma torcida apaixonada. Hoje nós temos grandes nomes no UFC como o Adriano (Martins), José Aldo, Ronaldo Jacaré, Diego Brandão, vários nomes aí de pessoas que fazem história no UFC. Tudo conspira a nosso favor. A organização (do UFC) já viu a arena Amadeu Teixeira, onde seria o UFC. Mostraram algumas possibilidades, mostramos as nossas situações e foram mais do que aprovados. Agora eles vão lançar um calendário para o ano que vem, e espero que nesse calendário possamos estar contemplados.

Agora saindo um pouco do mundo da luta do MMA, o que o amazonense pode esperar para 2014 em outras modalidades?
A ginástica nós crescemos bastante. A Bianca (Maia) é uma prova viva disso e é uma das atletas que recebem apoio da Prefeitura de Manaus. A Copa dos Bairros de Futebol vai acontecer novamente. Vamos adequar o calendário por conta da Copa do Mundo. Teremos a Copinha dos Bairros de Futebol de Salão que deve começar também junto de Futsal Sub-13. Nós queremos implementar a Copa dos Bairros Máster de Futebol, que seria uma novidade. Conseguimos num acordo muito bacana com Arnaldo Santos para fazer com que o Peladão Verde não aconteça junto com a Copa dos Bairros e, assim, acaba tendo futebol comunitário o ano todo. Apresentamos um projeto ao prefeito para a participação de um clube de Manaus na Super Liga de vôlei.

Existe alguma política pública voltada para o esporte comunitário e de base?
Nós patrocinamos praticamente toda a arbitragem do Campeonato Amazonense das categorias de base do futebol, inclusive participando com o clube da prefeitura, no infantil e juvenil. Oferecemos passagens para o campeão de cada categoria para disputar o torneio em nível nacional no ano que vem (Infantil, Juvenil e Juniores). Pagamos, também, a arbitragem do Campeonato Amazonense de Futebol Feminino. Então, a ideia é tirar essas despesas dos clubes. Um atleta hoje, revelado num clube desse, com a lei do passe, também sai ganhando em todas as transações que venha a acontecer com esse garoto e lá na frente com esse jogador. A política pública está fomentando, está incentivando e aí o próximo passo, que é um desafio nosso para esse ano que vem, é recuperar os vários complexos esportivos, se eu não me engano, 79 complexos, precisando de reformas. Nós já estamos sentando com o prefeito para atacar nesse ponto também.

Pode falar em valores de orçamentos?
Olha, eu costumo dizer que varia muito. O prefeito tem 25% do orçamento para remanejar, então ele pode tirar esses 25% de qualquer lugar e levar para as secretarias, inclusive o superávit que pode acontecer durante o ano. Devemos começar em torno de 20 milhões e a gente acaba sempre conversando com o prefeito, mostrando nossas demandas e sempre cresce ao longo do ano. Mas a gente espera chegar nos 30 ou 35 milhões, se Deus quiser. Nossa missão é, no final desses três anos que restam estar com todos os complexos reformados.

O que o “seu João”, que tem, digamos, um time de futebol na periferia, ou aquele atleta de base de um clube em ascensão, podem esperar da Semjel para 2014?
Muita movimentação. Acredito que a nossa meta aqui é fomentar. E acredito que o seu João, toda vez que tiver a Copa dos Bairros, o mercadinho dele vai vender um pouco mais dos produtos. A dona Maria vai lavar a roupa, o equipamento que vai ser dado a esses times. Na beira do campo vai ter o ‘queijeiro’, o cara que vai estar vendendo as latinhas de refrigerante, de água, e aí vai se fomentando a economia. Nos grandes eventos será da mesma forma, o cara vai andar de táxi, ele vai para hotel, vai se alimentar, vai comprar camiseta.

Ano que vem é período de eleição. Há muitas especulações se você vai ou não ser candidato...
A pedido do prefeito, não serei candidato. Ele conversou comigo e pediu para que eu continuasse na função. Eu aceitei. Até porque esse já era o meu projeto. Sou atleta. Amo o que faço. E não fiz política eleitoral na secretaria. Fiz política para o esporte. Me sinto confortável porque um pedido desse representa uma renovação de compromisso de trabalho. Minha intenção é dar continuidade nesse trabalho, pois montamos um planejamento para quatro anos e não se consegue fazer política pública nenhuma em alguns meses. Montamos um projeto a médio e longo prazo que contempla aí obras, estrutura física com um plano político pedagógico nos centros, um plano de cargos carreiras e salários para nossos professores da secretaria de esporte. Tem todo um planejamento que envolve esses quatro anos.