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Faixas do BRS em outras avenidas de Manaus podem gerar mais confusão no trânsito

Implantação de faixas exclusivas em outras avenidas de Manaus nem tem data definida, mas já preocupa os motoristas


O sistema BRS, que entrou em funcionamento há uma semana, promete melhorar o transporte público, mas por outro lado conturbou o trânsito na principal via de Manaus, a Constantino Nery

Sistema BRS utiliza ônibus articulados que transitam em faixa exclusiva (J. Renato Queiroz)

Uma faixa exclusiva de ônibus incomoda muita gente. E outras delas vão incomodar muito mais. Acostumados a trafegarem por todas as faixas disponíveis nas principais avenidas de Manaus sem restrições, motoristas já se preocupam com a situação do trânsito em outras vias que deverão ter corredor de ônibus.

A Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) havia informado que para o mês de fevereiro estava previsto o início da sinalização nas avenidas Umberto Calderaro (trecho entre as ruas Marciano Armond e Valério Botelho), Mário Ypiranga Monteiro, Getúlio Vargas, Álvaro Maia (Boulevard). Nessas vias, a faixa exclusiva para os ônibus seria no lado direito.

Dois meses depois, as vias ainda não receberam a sinalização. A SMTU informou ontem que o órgão ainda não tem uma previsão de quando o projeto será iniciado nessas vias. A assessoria da superintendência também disse que “primeiramente será concluída a implantação de faixas exclusivas nas vias que já estão sinalizadas e que o sistema ainda funciona em caráter de testes”.

Mesmo assim, antes da nova sinalização, motoristas  falam em sofrimento com as mudanças no trânsito. Na avaliação do gerente de vendas Alcemir Pantoja, 32, que trabalha no Centro da cidade, a faixa exclusiva deve travar ainda mais o trânsito na avenida Getúlio Vargas, principalmente no final da tarde.

“Há um semáforo no cruzamento com a avenida Leonardo Malcher, e tem ônibus que fica parado na faixa da esquerda e na da direita. Hoje os outros veículos dividem espaço com esses ônibus em todas as fixas. Mas com faixa exclusiva, vai ficar complicado para quem trafega por ali no horário das 18h, por exemplo”, disse.

Na opinião da bancária Ana Luísa Magalhães, 32, apesar da circulação de algumas linhas de ônibus na avenida Álvaro Maia, não há necessidade dos veículos terem corredor exclusivo.

“Ao mesmo tempo que se pensa em priorizar o transporte coletivo com essas medidas, também deve se pensar na grande quantidade de carros que Manaus tem e que circulam nessas vias”, comentou.

Nas avenidas Umberto Calderaro e Mário Ypiranga Monteiro, motoristas não aprovam a implantação de faixas exclusivas para ônibus. “Para se implantar uma sinalização dessa, o poder público também deveria também investir em rotas alternativas para os demais veículos”, avaliou o taxista.


Sinalização apenas na Constantino

Atualmente, apenas na avenida Constantino Nery foi pintada a faixa azul que sinaliza o corredor exclusivo de ônibus.  Nem mesmo a avenida Autaz Mirim, onde as plataformas do BRS foram inauguradas no último dia 15 de março, recebeu a sinalização e ainda foge do conceito de “sistema rápido de ônibus”.

O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) informou que tem feito diariamente o monitoramento do trânsito na Constantino Nery, com agentes em motos, viaturas e em postos fixos, nos principais cruzamentos.

Enquanto isso, as reclamações sobre os transtornos causados pela faixa exclusiva nessa via continuam. “O problema de uma obra mal sucedida como esse sistema acaba causando outro. Evito ao máximo a Constantino Nery e tenho optado trafegar pela paralela, a Djalma Batista. O problema que além de mim, outros também”, disse o auxiliar administrativo Fabiano Moreira, 29.