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Família de criança internada no Joãozinho luta para conseguir transporte para exames

Há um mês em Manaus por conta do tratamento do garoto, que é de Novo Aripuanã e enfrenta um tumor no cérebro, tia desabafa: ‘É só dificuldade’

Menor está internado há pouco menos de um mês no HPS Joãozinho, na Zona Leste

Menor está internado há pouco menos de um mês no HPS Joãozinho, na Zona Leste (Clóvis Miranda/Arquivo AC)

Assim como muitas famílias do interior, que só conseguem encontrar hospitais e infraestrutura adequada para tratamento de saúde em Manaus, a mãe de R. B. S.*, de 8 anos, partiu de Novo Aripuanã (a 225 km da capital) para desembarcar aqui há exatamente um mês, no dia 23 de março. O menino possui um tumor no cérebro, que só foi detectado com um exame de eletroencefalograma feito por uma clínica de Manaus.

“Foi de repente. O R. era um garoto animado, brincalhão, mas do nada ele sofreu um desmaio, e a saúde dele começou a piorar muito. A gente veio desesperada pra Manaus pra saber o que ele tem”. Quem conta é a tia de R., Antônia Ribeiro Barros, de 26 anos. Ela acompanha a mãe do garoto, Joanice Ribeiro Barros, 30, na longa espera por exames e tratamento adequado para o menino na rede pública.

A primeira dificuldade foi o exame de eletroencefalograma, que só foi garantido – assim como a permanência das duas mulheres e do garoto na cidade – com a ajuda de amigos. “A gente teve que fazer o eletro por uma clínica particular, porque o estado dele é grave, e não podíamos perder nenhum dia na fila de espera”, conta Antônia.

Como a situação do garoto vem progressivamente comprometendo as suas funções autônomas, R. foi internado no Hospital Pronto-Socorro Infantil Joãozinho, no São José, Zona Leste de Manaus. A luta, agora, é para poder realizar uma ressonância magnética, exame necessário para detalhar o estado atual do tumor, bem como determinar seu tratamento.

“A gente está esse mês todinho tentando marcar essa exame, e conseguiu faz uma semana, por uma clínica particular. Mas, agora que o exame tá marcado, a gente não consegue a remoção do R. Já tivemos que remarcar uma vez, e agora ele ficou pra amanhã (24 de abril), mas toda vez os funcionários tão botando dificuldade, dizendo que a remoção não foi autorizada, que eles estão sem ambulância disponível. É simples, a gente só precisa de uma ambulância pra levar o R. pra fazer o exame, mas é só dificuldade”, desabafa.

“Antes ele estava animado, confiante que ia conseguir o tratamento, mas agora nem se alimentar ele consegue mais, tudo tem de ser feito por sonda. Não sabemos mais o que fazer”, queixa-se Antônia.

Outros pacientes

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) justificou a demora no transporte de R. devido à necessidade de remoção de outros pacientes em estado gravíssimo, com risco iminente de morte. O órgão também informou que a remoção será feita nesta quinta (24) pela manhã.

Mas a batalha de R. não acaba aí. Antônia e Joanice fazem um apelo à população por apoio financeiro enquanto o garoto passa pelo tratamento. “Temos contado com a ajuda de amigos, mas não é um tratamento simples nem barato, e somos de Novo Aripuanã, não temos casa nem parentes em Manaus. Se alguém puder nos ajudar com doações, ficaremos muito agradecidas”, afirma.

As duas vão todos os dias ao Joãozinho para acompanhar o estado do menino.