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Fies não precisa mais de fiador

Para consultor educacional a medida é eleitoreira, porque mudanças foram anunciadas há seis meses e só agora se anuncia esta

 Estudantes de baixa renda, bolsistas parciais do ProUni e alunos de cursos de licenciatura que atendem aos requisitos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) não precisarão mais de fiador para terem acesso ao programa, anunciou ontem o presidente Lula. O governo também ampliou o prazo de pagamento para os contratos anteriores a 14 de janeiro deste ano – cerca de 300 mil contratos estão nessa condição.

 Para substituir o fiador foi criado o Fundo de Garantia das Operações de Crédito Educativo (FGEduc). Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, os beneficiados pelo FGEduc serão justamente aqueles que têm mais dificuldades em conseguir alguém para garantir o pagamento da dívida, o que impossibilitava o acesso ao Fies. “Esses alunos muitas vezes acabam fazendo um curso ruim porque é o mais barato”, afirmou.

Representantes do setor de ensino superior, no entanto, consideram a mudança ainda tímida e dizem que ela atingirá um número muito reduzido de alunos. Estudantes que estão na faixa de renda de até 1,5 salário mínimo per capita, exigida pelo Fies, conseguem bolsa integral do ProUni. O diretor da consultoria educacional Hoper, Ryon Braga, classificou anúncio de hoje como “positivo”, mas também “eleitoreiro”. “As mudanças principais no Fies (diminuição da taxa de juros e extensão do prazo) haviam sido anunciadas há seis meses.

 Por que deixar esse remendo para agora?”, questionou. “As medidas serão benéficas para quem já tem dívidas, mas não devem ter impacto no número total de financiamentos”. Um estudo recente da Hoper, realizado em parceria com a Sungard Higher Education, mostrou que o número de alunos com algum tipo de crédito estudantil – bolsas totais ou parciais do governo ou das próprias instituições, ou financiamentos – vem crescendo no País.

 Em 2008, 14,8% dos universitários contavam com o crédito; hoje o número é de 17%. A estimativa do estudo é que a porcentagem chegue a 20% em 2012. "Mas a carência ainda é muito grande. Precisávamos ter crédito para 40% ou 50% dos estudantes. Nos EUA, a proporção é de mais de 50%”, avalia Braga.