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Forças de segurança fazem coletiva na Prefeitura de Humaitá

Resultados das incursões à reserva Tenharim e novas ações são apresentados à população; tensão leva ao cancelamento da festa de Ano Novo do município

Coletiva Humaitá

A Polícia Federal anunciou que as investigações dos desaparecimentos começam efetivamente nesta segunda (30) (Clóvis Miranda)

Nesta segunda (30), às 10h30 da manhã, representantes das forças de segurança envolvidas na investigação do desaparecimento de três homens na reserva indígena Tenharim, em Humaitá, município a 600km de Manaus, bem como as que atuam no controle de tumultos na localidade, se reuniram, na Prefeitura do município, para anunciar resultados e novas ações em coletiva.

Um dos temas mais aguardados pela população, as investigações da “força-tarefa” montada para ir à reserva, teve poucos resultados. A Polícia Federal explicou que as ações dos últimos dois dias foram de mapeamento e coleta de dados, e que as investigações propriamente ditas só vão ter início hoje. A previsão é de 36 horas, mas esse prazo pude mudar, conforme os rumos da apuração. Os familiares de Aldeney Ribeiro, Stef Pinheiro e Luciano Freire, os três desaparecidos, também estavam presentes à coletiva, e pediram urgência na apresentação de respostas.

Também foi anunciada a suspensão da cobrança de pedágio na rodovia Transamazônica, feito pelos índios, e que motivou parte dos protestos. Uma reunião neste domingo (29), com representantes da reserva, no 54º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), em Humaitá, resultou na assinatura de um termo de compromisso, onde os indígenas suspendem a cobrança enquanto durarem as investigações.

A situação de tensão no município tem feito as polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF) fiscalizarem (foto) a passagem de carros e balsas pela cidade, em busca de armas.

Índios refugiados são levados de volta
Cumprindo determinação do Ministério Público Federal, membros das forças de segurança de Humaitá realizaram o transporte, por volta das 5h da manhã desta segunda, dos 140 índios refugiados no 54º Batalhão de Infantaria do Exército (BIS), desde a última sexta (27), para a reserva indígena Tenharim. Os índios estavam abrigados no local para se proteger da violência de manifestantes, que queimaram unidades da Funai e da Funasa e supostos locais de pedágio.

Réveillon cancelado
A prefeitura de Humaitá também anunciou, nesta segunda, o cancelamento da festa de Ano Novo. Devido à atual situação, só haverá mesmo uma queima de fogos no dia 31.

População já sente os efeitos econômicos da ausência dos índios
Comerciantes da cidade registraram uma diminuição nas vendas, em bares, restaurantes e lanchonetes, devido à ausência dos índios. Uma fornecedora de refeições, por exemplo, possuía 50 clientes indígenas que, desde o início dos protestos, deixaram de consumir os seus produtos. Até o momento, a tensão e a hostilidade da população fez com que os índios praticamente “sumissem” do município.

* Com informações do repórter Adriano Silva