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Franquias descobrem novo filão em Manaus: as escolas

Elas estão tomando conta dos corredores dos estabelecimentos de ensino particular, disputando, com as tradicionais cantinas, a preferência dos alunos

Lanches são a tendência mais lucrativa junto aos alunos

Lanches são a tendência mais lucrativa junto aos alunos (Carlos Branco)

A educação não é mais o único produto comercializado pelas escolas particulares de Manaus. Os pátios delas, antes ocupadas apenas pelas convencionais cantinas, estão se transformando em verdadeiros corredores de negócios. Além de sucos e salgados, a atenção e a “mesada” dos alunos agora são disputadas por franquias que oferecem de açaí a churrasquinhos.

As crianças e adolescentes que estudam no Centro Educacional La Salle, por exemplo, desde o início deste ano não formam mais longas filas nas antigas cantinas espalhadas pela escola. Elas ganharam outras opções de alimentação – dois cafés com salgados e pratos variados, um quiosque de sorvetes, um de açaí frozen e dois carrinhos onde são vendidos crepe e pipoca.

O Maison Du Café é uma dessas opções. Funciona há dois meses, oferecendo sanduíches que variam de R$ 2 a R$ R$ 6 e um franpuccino (bebida à base de café) que pode chegar a R$ 9. A sócia-proprietária Paula Celeny conta que o espaço estava vago e ela, juntamente com a mãe, pediram à direção do colégio para empreender na área.

A iniciativa deu certo. Com cinco funcionários em atividade, o café conquistou, no primeiro mês, faturamento que superou a expectativa. “O ambiente é agradável para todos. Devido ao sucesso, estamos pensando em expandir o negócio, abrindo filiais, no futuro, em outras escolas e até mesmo fora do ambiente institucional” projeta.

Outra franquia de sucesso é a Açaí Top Frozen. A proprietária Andreia Mattos, está presente em três instituições particulares (Ciesa, La Salle e Martha Falcão). É um sucesso na hora do recreio da criançada e até dos adultos. Há três anos, ela iniciou a venda do açaí tipo frozen na faculdade Ciesa e depois expandiu para as outras duas escolas, hoje comercializa em média 100 copos da bebida por dia, em cada um desses estabelecimentos. Os preços variam de R$ 5 (200 mililitros) a R$ 9 (500 mililitros).

Andréia relata que percebeu a carência das lanchonetes das escolas em relação à variedade e qualidade de produtos oferecidos. “Enviei propostas paras as administrações dos estabelecimentos porque queria proporcionar uma opção nutritiva e saborosa aos alunos. Deu certo, o casamento está sendo bom para nós, as escolas e os alunos”.

Alunos e pais endossam

O diretor do Centro Educacional La Salle, Flávio Azevedo, conta que a iniciativa tem o aval de pais e dos alunos. Ele diz que a ideia surgiu a partir da necessidade de ampliar os espaços e a oferta de produtos e serviços. “Havia uma solicitação de muitos alunos e pais por mais variedades”, conta.

A opção adotada pela escola foi abrir espaços para franquias, em lugar de aumentar a oferta nos estabelecimentos já existentes dentro da escola. Na avaliação de Azevedo, as franquias trazem valor agregado aos produtos, uma vez que são marcas conhecidas na região. “O sucesso foi tanto que em maio vamos expandir o nicho para outros produtos com a abertura de uma livraria dentro da escola”, adianta.

Já o gerente administrativo do colégio e faculdade Martha Falcão, Elizeu Carvalho, conta que foram feitas pesquisas internas para avaliar a demanda dos alunos. Ao mesmo tempo a escola começou a receber propostas de franquiados interessados em prestar o serviço. “Fizemos uma seleção e optamos pelo açaí, por seguir o nosso critério de alimentação saudável. Não é de nosso interesse abrir um lanche tipo fast food porque nos preocupamos com a nutrição das crianças”, defende.

Nas duas unidades (escola e faculdade) da Nilton Lins, o serviço terceirizado tem aproximadamente seis anos e regras bem estabelecidas. De acordo com a pró-reitora de extensão, Janaina Maciel Braga, existe uma tabela de valores, dependendo do tamanho e localização do quiosque e são observados critérios como higiene na manipulação dos alimentos e preços acessíveis. “Eles não podem praticar o mesmo preço de uma loja fora da instituição, uma vez que os alunos vêm de todas as classes sociais”, ressalta.

Contrato de aluguel

O serviço de quiosques e lanchonetes nas escolas funciona mediante contrato de aluguel por exploração de espaço (em média R$ 2 mil por mês, para quiosques de 25 a 35 metros quadrados). As cláusulas são as mesmas de qualquer contrato de aluguel, com periodicidade anual, podendo ser renovado enquanto houver interesse entre as partes. Em todas as instituições procuradas não podem ser comercializadas bebidas alcoolicas, cigarros ou outros produtos vetados a menores de idade e não há restrições de atendimento, com acesso aberto para alunos de todas as idades. Em geral, as franquias operam de 7h às 22h, quando a instituição também atende ao ensino superior, e ficam fechadas em feriados e período de férias e feriados, neste caso, isentas de aluguel.