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Greve dos servidores da Suframa continua após sindicato negar proposta do Governo Federal

Governo federal quer criar um grupo de trabalho para, em 210 dias, elaborar um relatório-base para futuras negociações

Servidores da Suframa deliberaram nesta segunda-feira pela recusa da proposta do governo

Servidores da Suframa deliberaram nesta segunda-feira pela recusa da proposta do governo (Divulgação)

O Sindicato dos Servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Sindframa) recusou a contraproposta do governo federal e decidiu manter a greve que já dura 34 dias. Sem reajuste salarial desde 2008, apenas 30% dos servidores vão manter as atividades, como manda a legislação.

De acordo com um documento encaminhado na sexta (21), o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) propõe a criação de um grupo de trabalho, com duração de 210 dias, para gerar um relatório que servirá de base para futuras negociações, quanto à possibilidade de reajuste salarial.

A proposta foi considerada uma afronta à categoria, assim como a suposta ameaça de corte de ponto dos servidores em greve. “Esse grupo de trabalho não tem utilidade nenhuma, já que ele não tem o objetivo de elaborar uma proposta concreta de reestruturação”, explicou o vice-presidente do Sindframa, Anderson Belchior.

O Sindframa informou que o governo federal é o grande responsável por esse quadro de greve, já que, desde 2009, se recusa a sentar à mesa de negociação para discutir a reestruturação do Plano de Cargos e Carreiras da autarquia, além de outros pleitos.

“Em 2008, os servidores receberam o último aumento salarial que, naquela época, já estava defasado. Desde então, foram inúmeras tentativas de negociação. Duas paralisações de advertência, reuniões com a superintendência e com o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e não tivemos os nossos pleitos atendidos”, explicou Belchior.

Autonomia

Além de pleitear a reestruturação do Plano de Cargos e Carreiras, os servidores querem discutir a ausência de autonomia administrativa e financeira da autarquia e a interiorização do desenvolvimento.

A categoria também cobra melhorias na infraestrutura de trabalho na sede (Manaus) e descentralizadas, nos estados do Acre, Amapá, Rondônia  e Roraima, além de solução para o descaso com Processos Produtivos  Básicos (PPB), de interesse regional e nacional.