Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Professores da Ufam não descartam nova greve

Docentes deliberaram nesta quarta-feira (19) um Comando Local de Mobilização e paralisaram atividades durante o dia em ato nacional. Técnicos admnistrativos da Universidade já se encontram em greve

Em Assembleia, Associação dos Docentes descartou possibilidade de greve devido ao calendário acadêmico

Em Assembleia, Associação dos Docentes descartou possibilidade de greve devido ao calendário acadêmico (Divulgação/Adua)

Após os técnicos-administrativos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) deflagrarem greve na última segunda-feira (17), os professores da instituição decidiram por meio de Assembleia Comunitária realizada nesta quarta (19), a criação de um Comando Local Unificado de Mobilização. Uma paralisação geral dos docentes, segundo o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua), José Belizario, não está descartada futuramente.

Em 2012, os professores das universidades federais passaram cerca de três meses em greve, prejudicando o calendário acadêmico de milhares de estudantes em todo o país.

Em Assembleia Geral (AG) realizada nesta terça-feira (18), a pauta analisada pela classe dizia respeito à “conjuntura”, onde os professores avaliaram que embora haja motivos suficientes para a realização de greve, o calendário acadêmico não favorece a paralisação das atividades. “Estamos em fim de período e entraremos em recesso durante um mês. Nesse tempo devemos ampliar o comando de mobilização, e uma greve irá depender de futuras reuniões de planejamento”, explicou Belizario.

Segundo o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam), Ronaldo Bastos, a categoria precisa avaliar a força política que se dispõe e a necessária para que as reivindicações sejam alcançadas. “A paralisação dos técnicos que começou esta semana nada mais é do que a continuidade da de 2012, onde a maioria das reivindicações não foram atendidas pelo Governo”, disse.

Universidade sucateada

Atualmente, segundo Bastos, cerca de 26 universidades em todo o Brasil têm os técnicos com as atividades interrompidas, e até o fim desta semana, o número pode chegar a 46. Entre as diversas reivindicações dos trabalhadores está o piso inicial de três salários mínimos e step de 5%, além da revogação da lei que delega à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) a gestão de hospitais universitários e melhores condições de trabalho na Ufam.

“Nenhum profissional tem interesse em iniciar uma carreira acadêmica na Ufam devido às condições de trabalho postas a nós. A Universidade hoje está sucateada e nós buscamos melhorias para que ela se torne efetivamente gratuita, visto que vários serviços oferecidos na mesma são privatizados. No caso do Hospital Universitário Getúlio Vargas, essa manobra já é observada”, declarou Belizario.

Segundo a assessoria da Universidade Federal do Amazonas, a instituição foi comunicada oficialmente da greve dos técnicos-administrativos. A Universidade completou informando que nesta quinta-feira (20), docentes e técnicos realizam uma nova Assembleia Geral na Faculdade de Ciências Agrárias, às 9h, para discutir medidas a serem tomadas.