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Médicos e residentes do HUGV fazem protesto contra falta de verbas e remédios no hospital

Eles reclamam da falta de medicamentos e dinheiro para pagar empresas que prestam serviços ao hospital. O Ministério da Educação liberou R$ 3 milhões para minimizar o problema

Os manifestantes circularam pelas avenidas Ayrão e Boulervard, no bairro Praça 14, onde fica a sede do HUGV

Os manifestantes circularam pelas avenidas Ayrão e Boulervard, no bairro Praça 14, onde fica a sede do HUGV (Lucas Silva)

Aproximadamente 150 médicos e estudantes residentes do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), em Manaus, promoveram um protesto na manhã desta sexta-feira (6) pelas avenidas Ayrão e Boulevard exigindo melhorias na estrutura do hospital e pedindo o repasse de verbas federais para quitar dívidas e comprar medicamentos. O HUGV é de responsabilidade da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Desde o último dia 27 de novembro, quarta-feira passada, todas as cirurgias marcadas no Hospital Getúlio Vargas foram canceladas por falta de anestesia e outros medicamentos necessários. Segundo o diretor do hospital, Lorivaldo Rodrigues, uma média de 70 procedimentos cirúrgicos por dia é executada pelas equipes médicas. Com o cancelamento das cirurgias até agora, aproximadamente 700 pacientes já foram afetados.

A reitoria da Ufam informou que nesta sexta (6) o Ministério da Educação (MEC) já aprovou o repasse de R$ 3 milhões para amenizar a situação dentro do hospital. Segundo o diretor do HUGV, mesmo com o repasse desse valor, serão necessários cerca de 15 dias para que o problema na unidade médica seja resolvido parcialmente, tempo que dura do início do processo de compra de remédios até a chegada dos materiais vindos de empresas fora de Manaus.

Ainda de acordo com Lorivaldo, a reitoria da Ufam tinha sido informada da calamidade dentro do HUGV desde o mês de maio de 2013, época que a direção do hospital havia solicitado a busca por verbas federais. Segundo Lorivaldo, o orçamento do HUGV é de R$ 30 milhões anualmente, mas em 2013 foi repassado apenas R$ 18 milhões. A redução aconteceu também em outros hospitais universitários pelo País.

A reitoria da Ufam prometeu conseguir mais verbas federais para fechar o ano do HUGV fora do vermelho, mas não definiu data para isso. Segundo a direção do hospital, são necessários R$ 8 milhões para quitar as dívidas e encerrar 2013 com as contas pagas. O presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas, Mário VianMa, que também participou do ato de protesto, disse que alguns médicos estão utilizando o próprio dinheiro para comprar medicamentos para pacientes internados na HUGV.

*Com informações da repórter Jéssica Vasconcellos