Manaus corre o risco de vir ater uma superoferta de quartos de hotéis após a Copa de 2014. Estudo do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), em parceria com a consultoria HotelInvest, aponta que em 2015, a capital amazonense deve contar com 3,97 mil unidades habitacionais – entre as categorias econômico e midscale (quartos com área média de 25 m2) –, para uma demanda de apenas 1,98 mil quartos ocupados por dia.
Na análise, denominada Placar da Hotelaria, Manaus consta em “estado crítico”, o que representa que o mercado hoteleiro local está com “desempenho bastante insatisfatório, que comprometerá a saúde financeira do setor por um longo período”.
De acordo com a análise, há casos em que esses mercados, classificados como de alto risco – mesmo com a existência de oferta ampla e empreendimentos em bom estado de conservação – estão em fase de expansão, devido o aquecimento do mercado imobiliário, o que pode causar forte competição entre os hotéis, guerra de preços, e até fechamento de hotéis antigos.
Taxa de ocupação
Atualmente, a cidade possui 1,29 mil unidades habitacionais referentes à categoria econômico – quartos com área em torno de 18 m². Enquanto isso, a média de pernoites vendidos por dia é de 871, o que representa uma taxa de ocupação na faixa de 68%.