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IML sepultará 20 indigentes por falta de reconhecimento do corpo por familiares, em Manaus

Corpos estão no instituto há mais de um mês. Até agora, nenhum familiar os procurou para fazer a liberação e o enterro

Covas devem receber cadáveres sem identificação

Covas devem receber cadáveres sem identificação (Euzivaldo Queiroz)

O Instituto Médico Legal (IML) deverá realizar o sepultamento de, aproximadamente, 20 corpos de pessoas sem identificação que estão há mais de um mês nas câmaras frigoríficas do órgão. Alguns deles foram identificados, porém nenhum familiar apareceu para liberar o corpo e enterrá-los. Mesmo sepultados como indigentes, os corpos poderão ser identificados posteriormente, caso a família apareça.

O sepultamento dos indigentes começa a acontecer nesta terça-feira (12), quando serão sepultados cinco corpos. Três deles identificados como Francisco Marcos Batista, 24, filho de Raimundo Marques Batista e Maria das Chagas Marin, natural do Acre; João José de Souza, 63, natural do Piauí; e José Ribamar Mendonça, 60.

Os demais cadáveres não têm identificação. Um é do sexo masculino, com idade entre 55 a 60 anos; 1,70 de altura, cor branca, olhos pretos e cabelos grisalhos. O mesmo faleceu no Hospital e Pronto-Socorro Doutor João Lúcio Machado, localizado na capital.

O segundo indigente também é do sexo masculino, com idade entre 30 a 35 anos, cabelos pretos, lisos, cicatriz na face direita e amputação na perna esquerda. O homem também possui tatuagem de caveira com tribal no braço esquerdo e uma inscrição no antebraço: “Rosenilde”. O mesmo foi encontrado morto no igarapé do bairro Aparecida.

Na espera

O diretor do IML, Raimundo Sérgio Machado, destacou que há outros corpos ainda não identificados, mas que apareceram pessoas reclamando por eles e estão aguardando resultados de exames. Estes estão na dependência de exames complementares, na maioria DNA, para comprovar se são realmente as pessoas que estão sendo reclamadas.

Machado informou que, antes de realizar o sepultamento dos corpos de indigentes, a direção do IML realiza um rigoroso processo de coleta de material e indícios que possibilita a identificação posterior dos cadáveres. “Nós fazemos a fotografia do corpo, coletamos impressão digital, a imagem da arcada dentária e material para provável exame de DNA”, explicou o diretor.

Dados

O sepultamento é realizado pelo SOS Funeral, da Prefeitura, que dá ao indigente um sepultamento com dignidade. Todos os dados sobre o sepultamento ficam arquivados no cemitério onde aconteceu o enterro. Cópia desse material vai para o IML, que mantém em seu arquivo. Se algum familiar aparecer reclamando por algum corpo, o IML tem condições de fazer a identificação e a localização de onde está sepultado.