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Indicativo de greve dos professores da Ufam é cancelado

Em votação acirrada (38 a 36), a categoria decidiu rejeitar o indicativo, mas mantém a mobilização por melhores condições de trabalho e salários

Movimento ainda está insatisfeito e deve promover novos debates na instituição, para pressionar por novos avanços junto ao Governo Federal

Movimento ainda está insatisfeito e deve promover novos debates na instituição, para pressionar por novos avanços junto ao Governo Federal (Reprodução)

Uma assembleia dos professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), na tarde desta sexta-feira (23), decidiu retirar o indicativo de greve anunciado pela categoria no início deste mês. A decisão foi comemorada por estudantes, que temiam uma nova paralisação como a de 2012, quando as aulas foram interrompidas durante quatro meses.

Apesar do resultado, a decisão não foi um consenso. A votação foi apertada – foram 38 votos pelo fim do indicativo, 36 contra e uma abstenção – e resultou na ampliação do movimento pelos direitos dos professores, que reivindicam melhores condições de trabalho e um aumento salarial proporcional à inflação dos últimos anos. A reunião aconteceu na Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua), dentro da própria insitutição.

Segundo uma nota divulgada pela Ufam, os professores levaram em conta conquistas recentes, como as incorporações ao salário-base e à carreira docente, na hora de decidir pela rejeição ou manutenção do indicativo. A proposta do movimento, agora, é realizar novos debates nas unidades acadêmicas, para avaliar a situação dos docentes e buscar formas de garantir a continuidade dos avanços, já que muitos ainda estão insatisfeitos com a condução da situação pelo Governo Federal.

Indicativo

Após Assembleia Geral realizada no dia 8 de maio, 90% dos docentes presentes aprovaram o indicativo de greve, mas ainda sem data de início. Houve discussões na maiorida das 20 comunidades acadêmicas entre os dias 19 e 22 deste mês, fato que deve ter acalmado os ânimos dos profissionais da educação.

Na época, José Belizario, presidente da Associação dos Docentes da Ufam, relatou que eles já tinham motivos suficientes para a paralisação, porém resolveram deflagrar o indicativo para exercer a democracia. "O indicativo é para mobilizar a categoria, não para cruzar os braços”, disse, na ocasião.