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Índios exigem corpo de cacique que teria sido morto em MS

Enquanto os movimentos indigenistas tratam do caso como assassinato, as polícias Federal e Civil, o Ministério Público Federal e a Funai investigam o caso como desaparecimento

O cacique da etnia kaiowá guarani, Nísio Gomes (centro), que teria sido executada nesta sexta-feira, em foto tirada há dois dias

O cacique da etnia kaiowá guarani, Nísio Gomes (centro), que teria sido executada nesta sexta-feira, em foto tirada há dois dias (Eliseu Lopes/CIMI)

Cerca de 100 índios da família Kaiowá Guarani ocupam desde as primeiras horas deste domingo (20), o acampamento Guaviry, na faixa de fronteira entre o Mato Grosso do Sul e o Paraguai, exigindo o corpo do cacique Nísio Gomes, de 59 anos, que teria sido morto na última sexta-feira (18), por um grupo de aproximadamente 40 homens armados. O coordenador do Conselho Indigenista Missionário de Mato Grosso do Sul (CIMI/MS), Flávio Vicente Machado, disse que não "restam dúvida de que o cacique foi morto".

O clima é tenso na região e lideranças indígenas e de organizações indigenistas cobram "medidas mais eficazes" com relação à segurança no acampamento, que vive "na eminência de um novo ataque". "Queremos uma força-tarefa - Polícia Federal, Força Nacional - para dar segurança para os que estão no acampamento", disse Machado.

O cacique teria sido morto na sexta-feira depois que o acampamento, que fica na faixa de fronteira entre os municípios de Amambai e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, na fronteira entre Brasil e Paraguai, foi invadido por cerca de 40 homens armados. Um dos filhos do cacique disse que pistoleiros invadiram o acampamento e atiraram na cabeça de seu pai. Em seguida, o corpo teria sido arrastado e jogado em cima de uma caminhonete.

Enquanto os movimentos indigenistas tratam do caso como assassinato, as polícias Federal e Civil, o Ministério Público Federal e a Funai investigam o caso como desaparecimento.