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José Melo tratará de cargos do PT no governo após falar com Dilma

No sábado, dirigentes do Partido dos Trabalhadores deixaram José Melo livre para retirar os petistas que quiser do governo

Vice-governador afirma que fará campanha para a presidente Dilma Roussef mesmo que ela não apoie a candidatura dele

O governador José Melo disse que não recebeu oficialmente a decisão do PT de colocar os cargos à disposição (Érica Melo)

O primeiro encontro do governador José Melo (Pros) com a presidente Dilma Rousseff (PT), desde que assumiu a titularidade do cargo, pode ocorrer na próxima semana, segundo informou o próprio José Melo, nesta segunda (29). O governador citou o encontro ao indicar que, só depois de reunir com a presidente, ele e o PT-AM tomarão uma decisão sobre os cargos que a sigla ocupa no Governo do Estado.

“Até agora nada foi colocado como entrega de cargos. Falei com o Valdemir Santana sobre isso e temos uma relação estreita. O PT e eu só vamos tomar alguma decisão após eu reunir com a presidente Dilma Rousseff (...) Deve ser na próxima semana, depende da agenda dela”, declarou o governador José Melo.

No sábado (26), o PT-AM colocou os cargos à disposição de José Melo. No dia 17 de maio, o PT reunirá delegados para decidir qual das duas chapas ao Governo do Estado irá apoiar no Amazonas, neste pleito: a do senador Eduardo Braga (PMDB) ou a do governador Jose Melo.

Na segunda (29), após reunir com o ex-governador Omar Aziz (PSD), o presidente do PT-AM, Valdemir Santana, esclareceu que o posicionamento não significa entrega de cargos: “Só queremos deixar o professor Melo à vontade em relação ao PT. A decisão sobre qual chapa vamos apoiar só será tomada no dia 17 de maio”, declarou.

Já José Melo disse que não recebeu oficialmente a decisão do PT de colocar os cargos à disposição.

Valdemir Santana afirmou que o fato de o PT ter colocado os cargos à disposição não sinaliza antecipação de preferência ou rejeição pelas pré-candidaturas postas. “A decisão de colocar os cargos à disposição é para que eles não interfiram  na decisão que será tomada. A base aliada da presidente tem duas candidaturas: a de José Melo e Eduardo Braga. E a do ex-governador Omar ao Senado. O importante é que todos estão lutando por um objetivo em comum: a reeleição da companheira Dilma”, declarou o petista.

Santana afirmou que escolher entre Baga e Melo não é a prioridade do PT: “Temos que reeleger a presidente, queremos ampliar as bancadas na ALE e em Brasília”.

O presidente do PT classificou a conversa que teve ontem à tarde com o  ex-governador Omar Aziz como “boa. Como também foram as conversas com os outros”. Na reunião, Omar teria provocado os petistas questionando se eles queriam indicar o vice de Melo ou a suplência dele ao Senado. Sobre isso, Valdemir Santana riu e respondeu: “Numa negociação eles oferecem tudo, vamos ver na hora... Mas a gente acredita que ele falou a verdade. O próprio Eduardo Braga ofereceu algumas coisas”, disse.

Secretarias

O PT-AM ocupa, no Governo do Estado, três secretarias: A de Trabalho, a de Ciência e Tecnologia e a de Articulação de Políticas Públicas aos Movimentos Sociais. O PT também está a frente do o Instituto de Terras do Amazonas (Iteam). O vice-presidente do PT-AM, Sinésio Campos, é o líder do Governo na ALE-AM.

‘PT quer independência para decidir’

O senador Eduardo Braga declarou, na manhã de segunda (29), que a decisão do PT-AM em colocar os cargos que ocupa no Governo do Estado à disposição “é uma clara demonstração de que querem buscar a independência para tomar uma posição política”.

Na mesma ocasião, o senador ressaltou o peso da aliança nacional do PT com o PMDB para a economia do Estado. “Esperamos que o PT compreenda a importância que eles podem ter nesse processo que nós estamos construindo para o Amazonas”, disse.

O senador afirmou estar aberto a conversas sobre a inserção do PT na chapa majoritária. “De nossa parte, a nossa frente popular que estamos montando, não tem nenhum problema de conversar, não só com o PT, mas com todos os partidos da nossa aliança”, disse.

O vereador professor Bibiano, que integra a corrente Mensagem - uma das que tem menor representação com delegados na sigla - declarou, ontem, que os membros estão se reunindo para analisar qual decisão tomarão no dia 17 de maio, quando o PT irá escolher entre José Melo e Eduardo Braga. “Vamos analisar qual se alinha melhor com o objetivo de reeleger a presidente Dilma”.

Bibiano afirmou ainda que não seria “muito inteligente” entregar cargos se a decisão da sigla for apoiar o José Melo.