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Jovem denuncia suposta violência sexual e família teme impunidade de suspeito em Parintins, no AM

Caso ocorreu há uma semana e mulher passou por intervenção cirúrgica no último domingo (17) após apresentar hemorragia. Delegada afirma que jovem de 19 anos pode ter inventado história, porém investigações continuam

Vestido usado pela estudante apresenta manchas de sangue

Vestido usado pela estudante apresenta manchas de sangue e pode ser uma das evidências do crime (Divulgação)

A família da estudante Elizandra da Silva Oliveira, 19 anos, que denunciou ter sofrido violência sexual à Polícia Civil no município de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) há uma semana, teme que o caso fique impune. Elizandra passou por intervenção cirúrgica no reto (porção terminal do intestino grosso, que se estende até o ânus) e no último domingo (17) voltou ao hospital ao apresentar nova hemorragia.

A delegada da cidade, Ana Denise Machado, afirma que o suspeito, identificado apenas como professor Aílton, admite que manteve relações sexuais com a estudante, mas nega que tenha a obrigado ou cometido ato violento contra ela. De acordo com a delegada, que disse ter ouvido o depoimento dele na última segunda-feira (11), o professor Aílton afirma não saber como Elizandra começou a sangrar. Após essas declarações, ele foi liberado.

“Olha, a investigação iniciou, mas eu acho que não posso falar não... Não é muito confiável a história dela. Só no final da investigação irei concluir se houve ou não estupro. Mas, preliminarmente, não vejo que foi isso que aconteceu. Os dois (o professor e a estudante) foram vistos juntos. Trocavam mensagens. Se conheciam”, declarou a delegada indicando parte dos indícios que ela apurou até agora e que a levam a concluir preliminarmente que a estudante inventou a história.

A mãe de Elizandra, Roseane da Silva Oliveira, 40, afirma que no Dia dos Pais (10 de agosto) a filha combinou de almoçar com ela, mas não apareceu. A mãe mora numa comunidade rural próxima a Parintins chamada “Zé Açu”, onde só se chega de embarcação. A mãe afirma que quando soube a filha estava sendo operada no hospital.

Suposta violência

“Ela me contou que pegou carona com o professor que estava numa lancha e disse que a levava até a minha casa. No caminho (para a comunidade Zé Açu), ele parou porque ia comer na casa de um parente dele e trouxe para ela um copo de cerveja. Ela disse que tomou e só lembra quando acordou cheia de sangue”, afirmou dona Roseane.

Dona Roseane disse que o professor levou a filha para o hospital. “Mas ele ameaçou matá-la se ela falasse que ele havia feito algo contra ela”, afirmou.

A delegada informou que foram os funcionários do hospital que acionaram a polícia. De acordo com dona Roseane, apenas o Movimento de Mulheres em Parintins tem dado apoio a filha. “Na delegacia me aconselharam a não falar o nome dele que podia ser processada”.

O diretor do hospital Jofre de Matos Cohen , Oswaldo Ferreira, disse que o laudo sobre caso foi encaminhado durante a semana para a delegacia. “A violência sexual se deu no aparelho digestivo e não no aparelho ginecológico”, disse. O médico afirmou que não podia dar informações sobre o laudo e opinar sobre as causas da lesão por questões éticas de sua profissão.

Questionada sobre o resultado do laudo, a delegada declarou que não lembrava.