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Legado, qual legado ficará? (Especial Copa do Mundo em Manaus – Parte 3)

Além de obras físicas, como a Arena da Amazônia e o novo aeroporto Eduardo Gomes, realização da Copa em Manaus acionou ‘um gatilho’ que trouxe benefícios intangíveis, como o aumento da população bilíngue e a melhoria dos serviços

Programa Amazonas Bilíngue promove o ensino de línguas estrangeiras para receber turistas durante a Copa

Programa Amazonas Bilíngue promove o ensino de línguas estrangeiras para receber turistas durante a Copa (Euzivaldo Queiroz)

Confira agora a terceira parte do especial de A CRÍTICA sobre a realização da Copa do Mundo em Manaus.

Não deixe de conferir também as outras partes:

Copa do Mundo em Manaus: terá valido a pena? (Parte 1): http://acritica.uol.com.br/noticias/Copa-Mundo-Manaus-valido-Especial_0_1081691834.html

O que ainda dá pra fazer? (Parte 2): http://acritica.uol.com.br/noticias/pra-Especial-Copa-Mundo-Manaus_0_1081691838.html

As promessas esquecidas (Parte 4): http://acritica.uol.com.br/noticias/esquecidas-Especial-Copa-Mundo-Manaus_0_1081691840.html

E a promessa de ter um time na Série A? (Parte 5): http://acritica.uol.com.br/noticias/Serie-Especial-Copa-Mundo-Manaus_0_1081691841.html

Cidadania

Robério Braga – Secretário estadual de Cultura

“Ganhamos uma larga experiência para todos que, de forma direta ou indireta estamos vinculados a este trabalho”. É uma experiência brutal, pois quem sabe um dia, as Olimpíadas não vêm para a floresta amazônica e não tenhamos mais que fazer o que fizemos agora, porque não fizemos tudo o que tinha que ser feito, seja porque os recursos não chegaram a tempo, porque os procedimentos administrativos burocráticos e legais foram emperradores do trabalho de qualquer um. Outro ponto é a compreensão do processo político: não é comigo; é com todos nós. Cada homem, mulher, jovem, cada um que protesta na redes sociais, que faz passeata, pode, em vez de fazer tudo isso, se empenhar em mudar primeiro sua própria conduta com a cidade. Compreendo que não estamos na situação que poderíamos estar, faço o mea culpa no que couber, todos os cidadãos manauenses são responsáveis pelo que fizemos, não fizemos ou não conseguimos fazer, mas acho que um veículos de comunicação como a Rede Calderaro, que tem o papel de promover uma animação social e coletiva, fazer uma campanha no sentido de dizer que a cidade precisa viver o período da copa como de uma grande festa, que nela se incorpore o espírito de projetar nossa alegria, nossa identidade e nosso jeito de ser, que não pode ser o de jogar lixo na rua, fazer uma lixeira crítica crescer em qualquer lugar. Nessa campanha, dizer que temos algumas ilhas de qualidade na cidade, mantidas a muito custo, com policiamento privado para evitar que pessoas depredem, conservação e limpeza durante 24h e ainda temos que pagar iluminação pública pelo Estado porque a Amazonas Energia é incapaz de fazer uma contrapartida, mesmo tendo publicidade”.

Experiência

Miguel Capobiango – Coordenador da UGP-Copa

“Conhecimento e experiências acumuladas no processo não envolve apenas a execução das obras em si. Muita gente se preocupou não só em aprender outro idioma, mas também a fazer outras atividades, elevando o nível e os parâmetros de qualidade. Não temos como mensurar isso agora, mas um programa está sendo preparado pelo Ministério dos Esportes que nos dará como medir os indicadores das muitas ações: um exemplo são os bares e restaurantes. É evidente que houve abertura de novos espaços. Muitos que existiam se preocuparam em contratar chefes de cozinha, e melhorar cardápios, ter uma assinatura de chefes, que eleva a qualidade não só para o turista que vem, mas que vai ficar. Temos várias opções para comer, são legados para a cidade. A Copa foi o gatilho para o empresário enxergar onde poderia investir, mesmo gatilho que faltava para as pessoas conhecerem o Amazonas. Muitos falavam que queriam, mas por conta dos custos da viagem da Europa para Manaus, ficavam desestimulados. Com a Copa, houve um consenso e baixaram essa distância para 9h. Isso é um ganho gigantesco porque a pessoa pode ter a Copa como justificativa para vir a Manaus, mas isso abre um novo caminho, é um legado de visibilidade, é uma nova forma de nos apresentarmos para o mundo. É um aprendizado que vai provocar um novo cuidado das pessoas com a sua casa, sua cidade”.

Capacidade

Rubem Lima – Superintendente Regional da Infraero em Manaus

“Ampliamos a capacidade do aeroporto para os próximos 25 anos. O aumento no volume de passageiros já vem acontecendo com os voos de ligação direta para os EUA e como Manaus se coloca hoje para o turismo, com a facilidade de deslocamentos para América do Sul, Europa e Caribe, vamos ter uma estrutura capaz de suportar todas as demandas, que já vem acontecendo. Em 10 anos, chegamos à evolução para ter uma estrutura de receber 3 milhões de passageiros, se continuarmos crescendo a este ritmo, poderemos chegar aos 25 anos com essa estrutura. Estamos focados também na infraestrutura na área de pistas, para as quais temos projeto de ampliação. Já trabalhamos nesse ponto recolhendo o material das obras a ser usado em ampliações futuras, trabalhando ambientalmente. Já recolhemos mais de 500 mil metros cúbicos de material. Outra questão é quanto aos agentes de turismo, situação em que já trabalhamos muito, mas que exige ação conjunta das polícias federal, civil, militar, de turismo. Traçamos planos que foram por água abaixo, mas que serão retomados, como vamos a questão dos táxis. Sobre o terminal de carga do pessoal do Distrito Industrial, temos capacidade de receber até nove aeronaves simultaneamente. Temos capacidade para receber 12 mil toneladas mês, hoje recebemos quatro toneladas. Estamos colocando na linha azul um trans-elevador só para atender essa linha”.

Olimpíadas

Fabrício Lima – Secretário Municipal de Esportes

“Nenhuma outra área vai receber, estruturalmente, tanto legado quanto a de esportes. Antes da Arena da Amazônia, tínhamos dificuldade de realizar uma final do Peladão, que reúne mais de 40 mil pessoas. Hoje, temos um Estádio da Colina, que pode sediar jogos do campeonato brasileiro como o jogo do Nacional e Vasco. Temos aqui no Coroado, onde uma categoria de base muito forte apoiada pela Prefeitura realiza campeonatos do infantil ao juniores, campeonato de futebol feminino. Na questão do que não é tangível, com a estrutura hoteleira e cultural, hoje somos uma subsede das Olimpíadas de 2016 porque com toda essa estrutura podemos nos candidatar a isso. Temos uma grande Vila Olímpica que já revelou grandes campeões na década de 90. E com a Arena, temos a possibilidade de sediar um evento da UFC, aliás, já estamos conversando com o pessoal do UFC e quem sabe até teremos uma luta do José Aldo. O produtor da UFC hoje era o produtor do Rolling Stone e ele disse que Manaus entrava na rota dos grandes shows, grandes nomes da música mundial, ganhamos um grande centro de convenções. Depois da Copa teremos muito a trabalhar”.

Fluidez

Paulo Henrique Martins – Diretor-presidente do Manaustrans

“Um legado importante é uma grande experiência profissional , mas fica o asfaltamento que era horroroso e foi substituído. Fica também a nova sinalização de trânsito, uma nova entrada para o aeroporto, que era horrível e cujo complexo ficará pronto. O mais importante é que com essas obras criamos uma nova responsabilidade de fazer mais, além dos 150 quilômetros feitos agora, pois depois da Copa teremos outro pacote de obras, demanda que foi gerada por este evento e que teremos que fazer. A copa não vai resolver os problemas dos congestionamentos, porque isso está relacionado com o aumento do número de veículos em circulação, mas com a revitalização dos cruzamentos, com sinalização inteligente, que dará prioridade ao transporte público, com novos semáforos usando nobreacks, haverá um ganho na diminuição do tempo de viagem e do deslocamento. Um legado importante é a união e ação conjunta entre Governo Federal, estadual e municipal. Antes, tínhamos que fazer ofício para conseguir algo do Governo Federal. Nesse caso, todos trabalharam unidos, juntos, esse é foi um grande legado, porque conseguimos agilizar muita coisa. Quando muitos cobram o padrão FIFA na cobrança, que tal colocar esse padrão para a cidadania? Assim teremos uma cidade melhor”.

Lazer

Márcio Noronha – Secretário Municipal de Governo

“Fora os campos de treinamento, é importante destacar o legado que veio com a reforma do Complexo Turístico Parque Ponta Negra, pois com ela criou-se a maior área de lazer da cidade. Agora com o projeto das faixas liberadas que realizamos aos finais de semana em algumas ruas, melhorando a circulação de pessoas, que vão pedalar, caminhar, correr, jogar futevôlei, fomos impulsionados a criar outras áreas de lazer para a prática de esporte amador também em outras zonas da cidade, como por exemplo a Norte e a Leste. Essas áreas não ficarão prontas para a Copa do Mundo, mas fazem parte desse pacote. Como fizemos a Ponta Negra para sediar o Fan Fest (espaço destinado à concentração de torcedores durante a Copa), e ela acabou sendo tomada por pessoas que estão praticando esporte, a Prefeitura está sendo levada a criar esses espaços, é um legado intangível, mas indiscutível”.

Auto-estima

Roberto Moita – Diretor-presidente do Implurb

“Algumas obras já foram entregues como a Ponta Negra, o Mercado Adolpho Lisboa, os corredores viários, passeios, a revitalização dos sistemas de trânsito. Tínhamos que planejar as ações de um plano emergencial em um primeiro momento com limites operacionais de tempo e financeiro, por isso, definimos um conjunto de obras. Do plano emergencial, vamos concluir a pavimentação das ruas, a liberação das calçadas na área do entorno da Arena da Amazônia, da Djalma Batista, a sinalização horizontal do BRS, semáforos, e vamos abrir algumas ações no Centro. Uma das coisas mais interessantes a serem destacadas é que, além da Arena, essas obras do trânsito têm um desdobramento, das pessoas voltarem a sentir essa valorização da cidade, isso muda auto-estima, esses legados são mais importantes”.

Revitalização

Bernardo Monteiro – Diretor-presidente da Manauscult

“Com a organização do sistema BRS, vamos agilizar em muito a questão do trânsito”. A cidade está mudando para a Copa e o trânsito vai ser mais leve e solto, com todas as paradas recuperadas, numa obra custeada pela Prefeitura. Isso vai deixar os cidadãos mais felizes por ter uma cidade mais organizada e bonita. O Governo Federal foi a campo ouvir os jornalistas para saber onde queriam estar na Copa do Mundo de 2014. Em primeiro lugar, votaram no Rio de Janeiro, em segundo em São Paulo e em terceiro, Manaus. Temos todas as belezas naturais para transformar isso e para sermos um case na área de turismo, um grande destino turístico. Agora, como fazer isso? Da parte da Prefeitura, precisamos revitalizar os caminhos que levam aos espaços da Copa como a Arena, o Aeroporto, Ponta Negra, Centro com asfalto de qualidade e calçadas, porque a cidade era a que tinha menor índice de calçadas. Nesse aspecto, fizemos corredores na Djalma Batista, que já é realidade, alguns proprietários estão dentro do passeio público, o que traz implicações com pagamento de benfeitorias, mas o poder público está preparando a cidade para receber bem o visitante”.