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MP investiga oficiais suspeitos de corrupção e crime organizado; PM nega que sejam do Batalhão Ambiental

A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público do Estado para apurar a facilitação de transporte de madeiras ilegais e a transferência ilegal de policiais militares que recusavam-se a fazer parte do esquema. PM confirma envolvimento de oficiais mas descarta informação de que sejam do Batalhão Ambiental

Denúncia de corrupção e crime organizado em Batalhão Ambiental foi encaminhada ao Ministério Público

Denúncia de corrupção e crime organizado foi encaminhada ao Ministério Público (Divulgação)

Investigações do Ministério Público do Amazonas (MPE-AM) realizadas desde o dia 26 de novembro deste ano apuram uma denúncia de corrupção e crime organizado envolvendo um oficial da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) e outro de uma unidade de segurança. Os oficiais são suspeitos de facilitarem o transporte de madeira ilegal no Estado e ainda a transferência ilegal de policiais militares que se recusavam a fazer parte do esquema.

Em matéria publicada no Portal A Crítica neste domingo (29), relatos de uma denúncia, em 2011, enviadas ao MPE, apontam que a ação privilegiava um homem identificado como Altemiro Leão de Oliveira Filho, empresário do ramo madeireiro e que de acordo com a denúncia, costumava transportar madeira de procedência ilegal e que culminaram na transferência de um tenente do Batalhão Ambiental.

Casos relatados na denúncia

Segundo relatos da denúncia, no ano de 2011, um tenente realizou uma abordagem e apreensão de um barco com madeira de propriedade de Altemiro Oliveira. Na ocasião, um coronel teria comparecido ao local no carro do infrator privilegiando-se de seu posto de coronel e coagiu o tenente a fazer a liberação da carga apreendida, fato que não ocorreu, em virtude da postura do tenente.

Na mesma semana do fato, segundo a denúncia, por influência do coronel, o tenente teria sido movimentado do Batalhão Ambiental.

Em abril de 2012, em outra ocorrência a denúncia fala do envolvimento de um major da policial militar que seria casado com a irmã de Altemiro Oliveira, que durante a apreensão de um caminhão de madeira ilegal interferiu na ocorrência retirando da delegacia o motorista do caminhão antes que fossem lavrados os procedimentos devidos.

A denúncia argumenta ainda que o atual quadro de PMs efetivos disponibilizados para o Batalhão Ambiental é de 51 policiais, número que não é suficiente para a atuação em todo o Estado, o que influenciaria as práticas criminosas.

PM rebate denúncia

Em nota encaminhada ao Portal A Crítica nesta segunda-feira (30), a Polícia Militar informou que aguarda a finalização da apuração feita pelo MPE-AM em consonância com a Corregedoria Geral de Polícia para se manifestar sobre o caso.

Sobre a reportagem, a corporação ressaltou que a transferência do tenente Marcos Pires deu-se pelo processo natural de remoção de policiais militares que são deslocados para exercerem funções onde a Polícia Militar precise.

Na ocasião, o oficial teria recebido determinação do Comando para assumir funções no Programa Ronda no Bairro, o qual precisava de seus serviços para prosseguimento das atividades do policiamento comunitário desenvolvido pelo programa.

A PM completou informando que nenhum policial militar do Comando de Policiamento Ambiental recebeu ordem de transferência de seu setor de trabalho, salvo os que necessitaram participar dos cursos de aperfeiçoamento, capacitação e qualificação profissional. Por esta razão, o efetivo de policiais é reduzido em alguns momentos, “mas em verdade, o número de policiais militares no BPAmb é 80 homens e não 51 como está declarado na matéria”.