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AM tem 25 nomes na 'lista suja' do trabalho escravo

No dia nacional de combate ao trabalho análogo à escravidão, Chacina de Unaí completa 10 anos de impunidade

Carajás se tornou polo de produção de ferro gusa em 1980, devido investimentos federais

AM tem 25 nomes da 'lista suja' do trabalho escravo

O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou, no último mês, a lista com os nomes dos empregadores que mantiveram trabalhadores em condições de escravidão, o relatório do MTE é atualizado semestralmente e, até o momento, soma 25 pessoas ou empresas flagradas na prática ilegal no Amazonas.

Além dos dados das pessoas ou empresas, o ministério destaca os quatro Estados brasileiros que mais aparecem no cadastro. O Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo é celebrado nesta terça-feira (28). A data foi escolhida para homenagear quatro funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego que foram assassinados durante uma ação de denúncias de trabalho escravo em Unaí, Minas Gerais, em 2004.  

O titular da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas, Dermilson Chagas, alerta para a ocorrência de irregularidades em outros municípios como Humaitá, Parintins e Manicoré, principalmente nas atividades agropecuárias.

"A fiscalização do Trabalho é contínua, esperamos que com a entrada de novos auditores do Trabalho, no próximo concurso, essas fiscalizações possam ser maiores", disse o superintendente Dermilson Chagas.

Do total de nomes que aparecem no cadastro, 26,08% foram registrados no Pará, que é o Estado que lidera o ranking de trabalho escravo no MTE. Normalmente, os trabalhos escravos na região estão ligados à extração em fazendas.  

Na sequência, aparece o Mato Grosso, com 11,23% dos registros. Operações policiais já resgataram trabalhadores que viviam em situação irregular em carvoarias no Estado

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, nos últimos dezoito anos, cerca de 45 mil pessoas foram resgatadas em situação de trabalho escravo 

Ranking

O Pará lidera o ranking no Brasil, com o maior número de empregadores inscritos na lista (26,08%), seguido por Mato Grosso (com 11,23%), Goiás (com 8,46%) e Minas Gerais (com 8,12%). Foram incluídos 108 nomes novos, dois voltaram (por força de determinação judicial) e excluídos 17, que se ajustaram aos requisitos administrativos. Ao todo, 579 nomes de empregadores no Brasil flagrados na prática de submeter funcionários a condições análogas à escravidão e/ou degradantes constam no cadastro do MTE. 

A lista pode ser consultada, por ordem alfabética, no site do MTE (www.mte.gov.br ).

*Com informações da assessoria de comunicação do MTE.