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Presidenciável Eduardo Campos defende a consolidação da ZFM em plano de governo

O ex-governador de Pernambuco defendeu, em visita a sede de A Crítica, investimentos no polo de pesca, na indústria e na atividade extrativista

Em entrevista na sede de A CRÍTICA, onde foi recebido pela diretoria da Rede Calderaro de Comunicação (RCC)

Em entrevista na sede de A CRÍTICA, onde foi recebido pela diretoria da Rede Calderaro de Comunicação (RCC) (Evandro Seixas)

O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB/Rede), pré-candidato à Presidência, afirmou, na sexta-feira, em visita a Manaus, que, em um eventual governo dele, vai trabalhar para consolidar a modelo econômico da Zona Franca de Manaus (ZFM), mas sem esquecer de pensar no futuro do Amazonas.

“Precisamos pensar no futuro. E nisso temos que pensar na nossa ligação com o Brasil por via terrestre (a conclusão da BR-319). Pensar na telefonia, na energia com mais qualidade. Temos que pensar sobretudo em educação”, disse Eduardo Campos.

Em entrevista na sede de A CRÍTICA, onde foi recebido pela diretoria da Rede Calderaro de Comunicação (RCC), o ex-governador falou dos planos dele para o Brasil, e enumerou diferenças que um governo dele teria do realizado pela presidente Dilma Rousseff (PT). A seguir, trechos da entrevista.

Em que aspectos um eventual governo seu seria diferente do da presidente Dilma Rousseff (PT)?

Primeiro, a gente ia ter menos ministérios do que tem hoje. São 39. Depois, que vamos montar uma equipe que não vai ser pelo critério político ou da ameaça política. E sim pela competência. Nós vamos resgatar a confiança do Brasil. O Brasil teve nos últimos três anos o menor crescimento da sua história. Precisamos concluir as obras que foram iniciadas. Começar novas obras. Um governo que tenha primeiro a compreensão do Brasil. Depois disposição para o diálogo. Depois um time com eficiência para fazer acontecer. Um governo que possa ser visto pela sociedade como um governo que usa bem o dinheiro do povo e emprega na vida do povo o que se comprometeu a fazer.

É possível governar no Brasil sem dividir ministérios com partidos aliados?

Teve um tempo que muitas pessoas não imaginavam que era possível tirar os generais do comando do Brasil e nós chegamos e tiramos. Houve um tempo que se pensava que a hiperinflação era impossível de ser derrotada e nós derrotamos. Poucos imaginavam que um homem do povo, como o Lula, poderia ser presidente da república e ele foi e fez muita coisa boa pelo Brasil. A gente precisa ter esperança de que é possível tirar um bocado de gente que está lá em Brasília e só pensa em fazer a política pelo lado errado e construir um tempo novo no Brasil. Outras nações fazem isso. Nós precisamos tentar e fazer. Eu fiz isso em Pernambuco. O lugar de botar essa gente que vai só atrás de cargos, interesses menores ou coisas erradas é na oposição. No nosso governo, no meu e de Marina, aquelas figurinhas vão estar na oposição. Porque na oposição elas não sobrevivem.

As pesquisas de intenção de voto testam cenários com a ex-senadora Marina Silva como cabeça de chapa, e ela apresenta desempenho melhor que o seu. Isso pode mudar a composição da chapa até junho?

Não. De forma nenhuma. Não fizemos aliança baseada em cálculos matemáticos. Nós fizemos aliança calcada em um pensamento político e em um projeto para o País. Vamos apresentar um programa e vamos mostrar efetivamente o que as pesquisas já mostram. Mais de 70% da população quer tirar esse governo que está aí. Aqueles que conhecem a nossa candidatura já botam a gente em primeiro lugar. A decisão da Marina Silva foi importantíssima para que as mudanças pudessem acontecer no Brasil. Ela vai nos ajudar a ganhar a eleição e nos ajudar a fazer um grande governo.

Como o senhor pretende ganhar a simpatia do eleitorado que hoje vota em Marina Silva aqui no Amazonas?

Se em 2010 a gente for ver essa mesma época, a Marina aparecia nas pesquisas bem abaixo do que eu já estou hoje. Como a gente espera não só atingir, mas passar (as intenções de votos de Marina)? Fazendo com que a sociedade tome conhecimento de que existe essa opção. Depois, que existe um programa a ser apresentado. À medida que a sociedade sabe que nós estamos juntos, e que junto conosco tem tanta gente boa, as pessoas vão chegando. A gente vai fazer essa campanha crescer, ganhar as mentes, o coração do povo brasileiro e mostrar que o Brasil tem jeito e que nós temos a tarefa de tirar o Brasil do caminho errado e colocar no caminho certo.

Do que o senhor já ouviu e do conhecimento que tem sobre o Amazonas, que modelo de desenvolvimento entende ser possível para a região?

Temos que consolidar o que já temos. Consolidar a Zona Franca e ampliá-la. Temos que cuidar do polo de pesca, do polo naval. Vamos cuidar da atividade extrativista com sustentabilidade. Mas precisamos pensar no futuro. E nisso temos que pensar na nossa ligação com o Brasil por via terrestre. Pensar na telefonia, na energia com mais qualidade. Temos que pensar sobretudo em educação. Vamos defender toda essa região com inteligência. Temos que formar mais, qualificar. Não só no ensino técnico, mas nas universidades, na pós-graduação. Porque hoje o mundo vive uma etapa do desenvolvimento capitalista onde o conhecimento é o principal insumo. E temos que ter mais conhecimento inclusive sobre a riqueza amazônica. Para transformar essa riqueza em melhoria da qualidade de vida da população.

O senhor falou em esquecimento da região Norte. Mais de 65% das cidades brasileiras não têm os principais órgãos federais. Há um vazio institucional. Como resolver isso em estados como o Amazonas?

Nós temos um pacto federativo. Existem municípios, estados e Governo Federal lá em Brasília. Ninguém mora em um País, em um estado. A gente mora em uma cidade. Temos 5.570 cidades que durante os últimos três anos perderam muita receita porque a economia parou de crescer e naturalmente a receita caiu.

Do outro lado, o governo fez a redução de impostos para alguns setores da indústria com impostos que são partilhados entre a União, estados e municípios, o que gerou uma situação gravíssima nas finanças dos municípios. Então, eu entendo que para a gente melhorar a saúde, a educação, a gente tem que dar condições aos municípios. Se a gente descentralizar o Brasil, e levar o poder de resolver mais próximo da população, com certeza, vamos vencer esse grande desafio. Nossa visão é de empoderamento do poder local.

Pré-candidatos querem ouvir todos

O presidenciável e ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB/Rede) desembarcou na sexta-feira em Manaus para cumprir uma intensa agenda ao lado de sua candidata a vice-presidente, Marina Silva (PSB/Rede).

Esse foi o primeiro contato de Eduardo Campos com o eleitor amazonense, que nunca teve o seu nome como opção nas urnas. Para se fazer conhecido, ao lado de Marina Silva, o ex-governador visou a fábrica no Distrito Industrial, onde posou para fotos com trabalhadores, e falou do compromisso em consolidar o modelo, caso seja eleito.

Ainda na sexta-feira, os pré-candidatos visitaram o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e ser reuniram com pesquisadores. No sábado, Campos e Marina participaram de um encontro com membros do PSB/Rede para tratar do plano de governo dos dois.

“Estamos construindo um programa de governo e estamos fazendo aquilo que normalmente os políticos não gostam de fazer, que é ouvir. Nós estamos ouvindo a sociedade amazonense, do norte, os trabalhadores, estudantes, empresários, empreendedores, os que moram nas grandes e pequenas cidades, sobre o futuro do norte”, disse Eduardo Campos.