Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Associações não querem que a prefeitura de Iranduba administre o transporte de estudantes

APMCs pediram ao governador Omar Aziz que proíba que  a prefeitura do município volte administrar o transporte dos alunos

Professora Rosilene Rego, presidente da APMC da Escola Estadual Senador João Bosco Ramos de Lima em Iranduba

Professora Rosilene Rego, presidente da APMC da Escola Estadual Senador João Bosco Ramos de Lima em Iranduba (Lucas Silva)

A Prefeitura de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus) quer tirar das associações de Pais, Mestres e Comunitários das escolas estaduais do município a administração do transporte escolar. Por ano, uma associação chega a administrar R$ 1,5 milhão de recursos do Governo do Estado, repassados por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Na sexta-feira, as presidentes das APMCs das escolas estaduais Senador João Bosco Ramos de Lima, do distrito do Cacau Pirera, e Isaias Vasconcelos, na sede do município, Rosilene Rego e Glória Barros, respectivamente, protocolaram, em Manaus, ofício destinado ao governador Omar Aziz (PSD).

No documento, as professoras Rosilene e Glória pedem que o Governo do Amazonas não retire das associações a administração do transporte escolar. Elas enfatizam os problemas vividos por alunos quando o serviço era feito pelo município, e colocam em dúvida a capacidade da atual administração agir diferente da anterior.

“Os pais dos alunos não querem que haja essa troca. Mas há uma pressão da Secretaria de Educação de Iranduba para que o transporte volte para o município. A gente veio manifestar isso, antes que haja um protesto nas ruas”, disse Glória.

Há dois anos o transporte escolar é administrado pelas APMCs. O trabalho faz parte do projeto “Transporte Escolar”, da Seduc. Segundo as professoras, 12 municípios já aderiram ao programa. A professora Rosilene afirma que após a mudança a qualidade do serviço melhorou.

“O nosso interesse em permanecer com o serviço é de cunho educacional. Com a APMC administrando, eu posso cobrar do transportador um serviço melhor, posso descontar faltas dele. Sendo a prefeitura, eu não tenho como administrar isso da escola”, disse Rosilene.

Em agosto, nove vereadores de Iranduba assinaram e enviaram ofício à direção da escola Isaias Vasconcelos pedindo a planilha de transporte escolar do Estado usada pela unidade educacional. “Eles não tem competência para pedir isso. Hoje, as APMCs fazem pregão para contratar transportadores. Historicamente, no municípios, o serviço era dividido, loteado entre os vereadores. Ele começaram a fazer pressão porque perderam esse espaço”, critica Otto Gomes, da Fundação Centro de Promoção Humana do Cacau Pirera, que também é atendida pelo projeto da Seduc. 

Secretário quer otimizar o serviço

O secretário de Educação de Iranduba, Paulo Bandeira, confirmou nesta segunda-feira (23) o interesse da prefeitura em assumir o transporte escolar das escolas estaduais. Segundo o secretário, na semana passada, ele apresentou à Seduc um plano de trabalho.

Paulo Bandeira disse que a intenção da Prefeitura de Iranduba é aperfeiçoar o serviço. “Eu tenho um ônibus do municipio que transporta alunos, e tem um do Estado que vai para a mesma escola com os alunos do Estado. Por que, então, um ônibus não fazer os dois serviços? A nossa ideia é otimizar o serviço tanto para o município quanto para o Estado”, disse o secretário.

Bandeira disse entender a preocupação das APMCs. Mas afirmou que não dá para medir a competência da atual administração pelos erros das anteriores. “Nós não podemos condenar alguém que não teve ainda a oportunidade de demonstrar que pode fazer algo”, declarou o secretário de Educação.

Membro do Conselho de Cidadãos de Iranduba, Kennedy Maia, disse que é grande o número de reclamações que o conselho recebe relacionadas ao serviço de transporte escolar prestado pela prefeitura. “O transporte municipal, principalmente o fluvial, as crianças estão sendo conduzidas de forma irresponsável”, criticou Maia.