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Acordo pode garantir R$ 200 mi para financiamento de cadeias produtivas do AM

Dinheiro está sendo pleiteado pela Agência de Fomento do Amazonas junto ao BID, para financiar cadeias produtivas


 Juta e malva integram os produtos cuja cadeia produtiva pode vir a ser fomentada com os recursos que a Afeam está buscando junto ao BID

Juta e malva integram os produtos cuja cadeia produtiva pode vir a ser fomentada com os recursos que a Afeam está buscando junto ao BID (Euzivaldo Queiroz)

A Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) deu um novo passo no sentido de “costurar” uma parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Em um seminário de dois dias realizado na semana passada, na sede da agência, com representantes da instituição financeira, a ideia de fechar um acordo de financiamento da ordem de US$ 200 milhões ao BID foi amadurecida pelas duas entidades.

Foi o que informou o diretor-presidente da Afeam, Pedro Falabella, em conversa com A CRÍTICA, explicando que a solicitação do órgão ainda está em estudo pelo banco internacional, mas a expectativa é de que o recurso seja aprovado no início de 2015. “Estamos buscando recursos oficiais do BID porque queremos criar arranjos produtivos locais no Estado, mas precisamos de capital externo para realizar esse objetivo”, pontua ele.

Conforme explica o representante do órgão, a idéia é garantir um retorno ao extrativismo, investindo quantias menores em um grande número de agroindústrias localizadas no interior do Estado que se ocupem do beneficiamento de culturas como castanha, borracha, juta, malva e transformação de frutas em polpas industriais. “Caso seja aprovado, o recurso será dividido em pequenos lotes de R$ 2 milhões e R$ 3 milhões que serão investidos em diferentes projetos”, esclarece.

Outra iniciativa tomada pela agência, segundo Falabella, para garantir a aplicação de recursos na fomentação dessas cadeias produtivas, foi a saída da agência do corpo de acionistas da Brasjuta, empresa, até então, público-privada de beneficiamento de fibras, que contava com a Afeam como acionista majoritária. “Em março, desfizemos a sociedade para empregar mais recursos nesse projeto”, disse o diretor-presidente sem informar a quantia envolvida.

Ainda segundo o diretor-presidente da agência, o BID recebeu bem a proposta apresentada pelo órgão. “O martelo ainda não foi batido, mas os caminhos para o fechamento de um acordo são promissores. Também aguardamos pelo aval do governo estadual para fechar a transação. De qualquer forma, senti que eles ficaram encantados com os nossos projetos. Estou animado”, completa.

Balanço

Falabella aproveitou para divulgar o balanço do que já foi feito em termos de desenvolvimento regional de cadeias produtivas. Conforme os dados apresentados, desde 2009, um total de R$ 88,074 milhões foi aplicado no fomento de culturas locais. Ao todo, 18.173 pessoas foram beneficiadas no processo, com 2.630 operações.

Operações

Entre 2009 e 2014, as culturas de juta e malva registraram o maior número de operações realizadas pela Afeam (1.487), com R$ 46,18 milhões. A borracha apareceu em seguida, com 18,9milhões em fomento, por meio de 292 operações de crédito.

Juros baixos

A Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) tem os mesmos compromissos assumidos por outras instituições financeiras junto ao Banco Central (BC), com a diferençca de que não está autorizada a arrecadar dinheiro de clientes, com o fim de constituir poupança ou conta corrente, por exemplo. Entre os objetivos que deram origem à Agência está o de ser um instrumento de fomenta a iniciativas para atividades produtivas por meio de empréstimos a juros baixos.