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Análise: Shoppings de Manaus ‘na mesa’

DINHEIRO reuniu executivos de alguns dos grandes shoppings da cidade e com eles conversou sobre o segmento em que atuam, desafios e projeções

DINHEIRO ouviu alguns dos executivos que comandam esses centros de compras para saber que estratégias eles tem usado para driblar a concorrência e se adequar à nova realidade

DINHEIRO ouviu alguns dos executivos que comandam esses centros de compras para saber que estratégias eles tem usado para driblar a concorrência e se adequar à nova realidade (jornal a crítica)

Hoje eles estão por todas as zonas da cidade e disponíveis para atender os diferentes públicos de Manaus. Mas há menos de 30 anos, os shoppings centers não faziam parte da paisagem da capital amazonense. Todo o comércio estava concentrado nas ruas do centro da cidade e para o lazer. As opções limitavam-se aos cinemas do Centro, à praia da Ponta Negra e ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, que também reunia manauenses ávido por um espaço para interagir aos fins de semana.

Aos poucos, esses empreendimentos, criados nos Estados Unidos, foram surgindo e mudando a “cara” de Manaus e os gostos de seu povo. Fruto do progresso e da implantação do Polo Industrial de Manaus (PIM), ainda na década de 1980, foi inaugurado o Centro de Comércio e Indústrias da Zona Franca (Cecomiz). Alguns anos depois, já na década de 1990, foi a vez do Amazonas Shopping que trouxe consigo a “febre” dos consumidores que lotavam o lugar atrás de novos produtos e diversão.

A partir desse ponto, Manaus viveu mais de duas décadas de evolução do mercado de shoppings. No processo de administrar o “novo”, foram registradas tentativas que não decolaram, como o Nova Shopping, na Cidade Nova e centros de compras que se reinventaram ao longo dos anos, como o Uai Shopping, na Zona Leste e o Manaus Plaza Shopping, na Zona Centro-Sul.

Ao todo, entre antigos, novos e os que ainda não saíram da planta, a capital amazonense já conta com dez shoppings centers. Lado a lado, eles evoluíram, amadureceram e obrigaram os empreendedores a se reciclar e garantir a competitividade. Quem saiu ganhando foi o consumidor.

DINHEIRO ouviu alguns dos executivos que comandam esses centros de compras para saber que estratégias eles tem usado para driblar a concorrência e se adequar à nova realidade.

AMAZONAS SHOPPING - Luiz Muniz

Para acompanhar a evolução, o Amazonas Shopping realizou importantes investimentos nos últimos anos. Revitalizamos quase e 100% do espaço e temos focado em melhorar a experiência do consumidor. Por ser o pioneiro e testemunhar a multiplicação de shoppings na cidade, precisávamos nos reposicionar diante do novo cenário. A estratégia foi elevar o patamar para “brigarmos” em igualdade. Nos últimos quatro anos, investimos cerca de R$ 90 milhões com boa parte do recurso direcionado para ações como troca piso, forro, iluminação e reforma da fachada. Em março de 2013 inauguramos um corredor com mais com mais de 20 marcas e em maio deste ano inauguramos o novo cinema Kinoplex. Novos investimentos na ordem de R$ 7 milhões devem ser aplicados este ano, mas o fato de termos sido o primeiro grande shopping de Manaus está longe de ser uma desvantagem. Temos um forte laço com a cidade e isso é um fator que pesa bastante a nosso favor. Em Manaus quando se fala “vou ao shopping”, as pessoas naturalmente sabem que se trata do Amazonas Shopping, ou seja, somos referência na mente do consumidor, bônus do pioneirismo.

MANAUS PLAZA - Glauco Cruz

Saí do segmento industrial e sou novo no mercado de shoppings, então só conheço o presente, mas sei que o Manaus Plaza passou por um longo processo de amadurecimento. Iniciado há dez anos, ele teve como embrião o TVlândia Mall até 2009 quando passou pelo processo de reforma. Daí mudou-se o nome para Manaus Plaza e já são cinco anos nesse formato. Hoje temos faculdades, supermercado e a própria TV lar. São mil colaboradores aproximadamente com 80 lojas, além das salas de cinema. Esta evolução é reflexo e consequência do que aconteceu ao mercado de shoppings. A cada ano se abrem mais shoppings no Brasil e a tendência é de eles se deslocarem para o interior. Eles cresceram tanto na capital que levaram expansão a ponto de fazer os interiores demandarem também por shoppings. Em Manaus, como a concentração é maior em relação ao interior, todos se distribuíram na capital. Mas Manaus não está saturada. Ao menos três shoppings estão previstos para os próximos anos. Existe demanda e se em algum momento não houver, permanecerá o mais forte. Essa concorrência é salutar sobretudo para os clientes.

PONTA NEGRA SHOPPING - Rodrigo Vitali

Inaugurado em 2013, o Shopping Ponta Negra é o mais novo de Manaus e trouxe uma proposta diferenciada com a reunião de marcas exclusivas. O Start-up de um shopping center representa um grande desafio. Aprendemos muito neste primeiro ano com os hábitos e costumes da região e principalmente com as pessoas. A ajuda de um sócio local também foi essencial nesta etapa. A concorrência foi algo positivo e nos faz pensar no mercado como um organismo dinâmico. Ficamos atentos aos acontecimentos e focamos em melhorar a eficiência. O Shopping Ponta Negra inicia o segundo ano melhor, com grandes marcas, novidades e atrações para compor o sucesso deste primeiro ano que passou. No momento buscamos concluir as últimas negociações de alguns espaços que consideramos estratégicos e isso vai agregar bastante na qualidade comercial do empreendimento neste segundo ano. Quanto ao mercado, confiamos que o varejo está em pleno amadurecimento, a profissionalização e a eficiência dos empreendedores é a chave deste sucesso.

Destaque

Na capital amazonense, um novo grande shopping está em processo de liberação da documentação para ser erguido na Avenida José Lindoso, mais conhecida como Avenida das Torres, voltado para todos os públicos. Na cidade, entretanto, é cada vez maior também a presença de mini shoppings.