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Aposentado vive 'saga' atrás de vereadores para resolver aumento de 450% na conta de água

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) deveria ter o expediente normal, mas o clima vivido na Casa era de férias

CMM deveria ter expediente normal, mas o clima era de férias com as portas da Casa trancadas

CMM deveria ter expediente normal, mas o clima era de férias com as portas da Casa trancadas (Bruno Kelly)

Munido de três contas de água, Leir Bezerra, 73, tentou completar a saga de encontrar um dos 41 vereadores na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Na manhã de segunda-feira (6), pela terceira vez, entre dezembro e este início de janeiro, o aposentado saiu da  rua Central, onde mora, rumo à sede da CMM, ambas no bairro São Raimundo, Zona Oeste, para falar com um parlamentar que o ajudasse a entender o aumento de 450% na sua conta de água nos últimos dois meses.

A ida de Leir à CMM coincidiu com as portas literalmente trancadas dos gabinetes dos vereadores Elias Emanuel (PSB), Professor Samuel (PPS), Carlos Alberto (PRB) e Dr. Gomes (PSD). No gabinete do vereador Amauri Colares (Pros) havia dois funcionários conversando, mas também estava fechado para o atendimento externo.

Conforme o Regimento Interno da CMM, o recesso parlamentar suspende as sessões plenárias da Casa Legislativa, mas garante a permanência do atendimento à população. Nesse período, as verbas de gabinete e os salários dos vereadores são repassados integralmente aos parlamentares, como ocorre nos meses de plena atividade.

A ida do aposentado à CMM se deu após exaustivas tentativas de obter respostas na Manaus Ambiental (a concessionária que explora o serviço de fornecimento de água na cidade) sobre as razões do reajuste no valor da fatura. “Fui lá algumas vezes e não resolveram meu problema e nem me explicaram os motivos. Minha esperança é  que um vereador possa me ajudar”, disse Leir  Bezerra.

O aposentado, que mora com mais dois filhos e um neto de seis anos, no bairro São Raimundo, viu a conta de água aumentar de R$ 50 mensais para R$ 205,41 em dezembro. A conta de água em janeiro também sofreu uma alteração brusca e o aposentado deverá pagar R$ 276,58 pelo consumo.

“Estou batendo de porta em porta para ver se encontro um vereador para me ajudar a entender esse aumento. Em dezembro fui atendido por uma moça de um desses gabinetes que mandou uma equipe na minha casa para ver se tinha vazamentos nos canos, mas quando constatou que não havia nada não deu mais sinal de vida”, afirmou o aposentado.

Na manhã de segunda-feira, A CRÍTICA constatou a presença de cinco vereadores atendendo em seus gabinetes: Rosivaldo Cordovil (PTN), Álvaro Campelo (PP), Jairo da Vical (Pros), Socorro Sampaio (PP) e Sildomar Abtibol (Pros). Os parlamentares afirmaram estar presente na CMM todos os dias da semana por toda manhã.

Milhares de pessoas sem acesso à água

Os moradores da Zona Leste só terão o abastecimento de água estabelecido em março deste ano. O fornecimento de água será assegurado por meio do Programa de Águas de Manaus (Proama). A estimativa foi dada pelo Consórcio Público Proama no início deste mês;

Aproximadamente 560 mil moradores da Zona Leste aguardam o funcionamento da rede de abastecimento e distribuição do Proama. A obra, anunciada em 2008, custou R$ 347 milhões aos cofres públicos, com o objetivo de extinguir a falta de água na cidade, mas ainda não cumpriu o seu papel. Atualmente apenas 260 mil moradores dessa região sejam contemplados com o abastecimento de água.

O fim da falta de abastecimento da água na Zona Norte de Manaus está longe. A última previsão dada pelo mesmo consórcio é que os moradores deverão esperar até o fim deste ano para ter água encanada em casa.

Projetos aguardam votação

Os dez meses de atividades parlamentares exercidos em 2013 não foram suficientes para fechar o ano com a pauta limpa na CMM. E velhos assuntos voltam a ser promessas para serem votados no primeiro semestre deste ano.

A reforma na Lei Orgânica do Município (Loman), que regulamenta as atividades de todos os moradores da capital, está na fila dos projetos a serem votados no primeiro semestre. A decisão pela reformulação da Loman se deu em fevereiro do ano passado, após o presidente da CMM, vereador Bosco Saraiva (PSDB), constatar a inconstitucionalidade de dezenas de leis aprovadas pela Casa em anos anteriores.

O novo Regimento Interno da Casa, documento que norteia as atividades dos parlamentares, também espera para ser votado. O compromisso é que o novo regimento seja votado nos três primeiros meses deste ano.