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65 anos de A CRÍTICA: Nossa marca é a coragem

O que começou com o jornal, há 65 anos, é hoje uma rede que comporta 12 empresas, a Rede Calderaro de Comunicação 


Umberto Calderaro tinha 22 anos quando iniciou o sonho de criar um jornal com a ajuda dos pais e amigos

Umberto Calderaro tinha 22 anos quando iniciou o sonho de criar um jornal com a ajuda dos pais e amigos (Arquivo-A CRÍTICA )

Na acepção cristã, a Páscoa é a celebração da ressurreição de Jesus Cristo. A “passagem” de Cristo da morte para a vida. A fé nessa mensagem esteve presente em toda a história do jornal A CRÍTICA, que neste sábado, 19, completou 65 anos.

Foi a partir da crença de Umberto Calderaro, na década de 1940, que o jornal A CRÍTICA passou de uma pequena sala alugada na avenida Eduardo Ribeiro a uma das maiores redes de comunicação da região Norte.

A edição de A CRÍTICA que está nas ruas hoje é a de nº 22.657. Umberto Calderaro experimentou nessa caminhada alegrias e tristezas. Mas a coragem do jornalista visionário, e a fé no que fazia, permitiram a ele ver o sonho, o jornal, se tornar referência na Amazônia Ocidental.

Com duas máquinas de escrever e a força de trabalho dos pais e de amigos, Umberto Calderaro fez os primeiros ensaios do que seria A CRÍTICA, ainda no ano de 1946. O primeiro obstáculo, a falta de recursos, adiou o sonho do jovem jornalista.

Outro desafio foi o cenário em que Umberto Calderaro iniciou sua caminhada, que era desanimador para qualquer atividade. Como todos os lugares do mundo, Manaus, em 1949, vivia os reflexos da Segunda Grande Guerra. As empresas deixavam a cidade, e a economia extrativista da borracha entrava de vez em declínio.

Somente a partir de 19 de abril de 1949 A CRÍTICA passou a ser publicado de forma periódica, e o jornal tinha enfim uma sede: uma pequena sala alugada na avenida Eduardo Ribeiro, no Centro de Manaus.

Além de uma esposa, o casamento com Ritta Araújo, em 1951, reservou a Umberto Calderaro também uma companheira dedicada a ajudá-lo a levar o jornal A CRÍTICA para as ruas todos os dias. Foi a esposa do jornalista quem fez a primeira logomarca do jornal.

Em 1995, em uma carta, intitulada “Puxa, que luta”, Umberto Calderaro relembrou dos “dias difíceis”, e falou da aposta que fez no Estado, quando a escolha de muitos foi deixar esta terra. “Quando todos estavam pessimistas quanto ao futuro, dei uma lição de bom filho, de bom amigo, de bom companheiro do meu querido Amazonas”, escreveu o fundador de A CRÍTICA, em trecho da carta.

Na mesma carta, Umberto Calderaro falou que a fé em Deus e o otimismo não o deixaram desistir do sonho, mesmo nos momentos em que chegava a perder o rumo de sua luta. “Lancei um jornal contando apenas com o apoio de meia dúzia de gráficos, sem dinheiro, sem crédito. Tive dias negros, chegando mesmo a perder, por vezes, a perspectiva de minha luta. Não sucumbi, porém. Sempre tive fé em Deus e sempre, por causa disto, fui otimista”, disse Umberto Calderaro.

O jornalista Umberto Calderaro era filho do artesão italiano Umberto Calderaro e da paraense Maria da Luz Moura. Os dois queriam que o filho fosse advogado. Mas o apoiaram desde o início a realizar o sonho de fazer jornalismo. Era Maria quem organizava e cobrava os jornaleiros. Enquanto o marido fazia os reparos mecânicos nas primeiras máquinas de A CRÍTICA.

Bandeiras e mãos dadas com o povo

Além de acreditar que conseguiria criar um jornal, Umberto Calderaro não economizou nas demonstrações de crença de que Manaus e o Amazonas poderiam superar suas crises.

Entre as bandeiras que o jornalista e A CRÍTICA levantaram nesses 65 anos está a defesa do modelo econômico da Zona Franca de Manaus (ZFM). “Não houve um pleito regional em que eu não estivesse à frente dos interesses deste povo amigo de quem sou escravo. A Zona Franca está aí, queiram ou não”, escreveu o fundador de A CRÍTICA em 1995.

No esporte, na década de 1970, o jornalista criou o Peladão, evento hoje considerado maior campeonato de futebol amador do mundo.

O slogan do jornal - “De mãos dadas com o povo” - fez sentido desde a primeira edição, quando em uma de suas chamadas, A CRÍTICA questionava investimentos em prédios públicos, enquanto faltava moradia para o povo. “Em lugar de arranha-céu, casas! Para o povo!”, cobrou o jornal, em sua capa de 19 de abriu de 1949.

Com linha editorial questionadora, desde sua fundação A CRÍTICA sofreu pressões de governos, razão de “dias difíceis” no caminho de Umberto Calderaro. A tensão, em alguns casos, resultou até em atentados ao jornal.

Um sonho renovado

Até consolidar A CRÍTICA na cidade de Manaus, Umberto Calderaro, ao lado da família e amigos, viveu todas as alegrias e tristezas. Visionário, o jornalista ousou quando muitos recuavam, e viveu para ver seu jornal se transformar em referência.

Alinhado com o povo

Na sua primeira edição, em 19 de abril de 1949, A CRÍTICA já cobrava dos governantes mais responsabilidade com o dinheiro público.

180 Edições

De A CRÍTICA, aproximadamente, circularam entre 1946 até o jornal se consolidar, em 1949.

As lições de Calderaro: netos dizem que o avô foi exemplo de luta e de defesa dos interesses do povo

O exemplo de luta, honestidade e espírito de defesa dos interesses sociais são elencados pelos netos do fundador do Jornal A CRÌTICA, Umberto Calderaro, como as principais heranças que o avô deixou para eles. Para Tatiana Calderaro, Dissica Calderaro, Beto Calderaro e Chris Calderaro Corrêa, estes são elementos indispensáveis às próximas gerações da família que irão conduzir e ampliar o progresso do grupo de empresas.

Para Tatiana Calderado, diretora operacional de A CRÌTICA, a humildade era o traço mais marcante da personalidade do avô. “O maior exemplo que recebi na vida foi o valor da humildade característica do meu avô. E o que devemos continuar é a honestidade, garra e compromisso com a verdade”.

Dissica Calderaro, diretor de planejamento de A CRÍTICA, afirmou que o otimismo, exemplificado pelo avô, continua como força motriz do grupo. “A CRÍTICA foi concebido pelo meu avô para ser uma ferramenta de luta e defesa dos interesses da população do Amazonas. Nasceu em um cenário adverso, era uma época de recessão. Não nasceu de um plano financeiro e sim de um sonho para ser uma trincheira do povo. E cresceu, é um dos veículos mais modernos por sua linha editorial e gráfica”, disse,

Dissica afirmou que o jornal conquistou sua credibilidade por estar na vanguarda. “É um formador de opinião, porque teve coragem de enfrentar 300 lutas e estamos prontos para mais 300 para seguir de mãos dadas e defendendo os interesses do povo do Amazonas. Esse espírito que herdamos do meu avô não se perde porque está no nosso DNA”.