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Pai de adolescente morto dentro de hospital no AM entrará com ação na Justiça

Falta de segurança apropriada para resguardar a integridade física dos paciente no Hospital João da Silva Bastos, localizado no município de Codajás, é apontada pelo pai da vítima, Sebastião Torquato Neto, como facilitador da morte do filho

O comerciante Sebastião Torquato Neto, 35, irá processar o Hospital João da Silva Bastos, localizado no município de Codajás – situado a 237 quilômetros de Manaus-, pela falta de segurança na referida unidade de saúde, onde o filho, o estudante Diego Prestes de Almeida, 17 foi assassinado a facadas, no último domingo (17), no momento em que fazia um curativo.

Apesar dos responsáveis pela morte do adolescente estarem presos - Patrícia Vanessa Silva de Oliveira, 19; Hudson Leury da Silva Lemos, 23; e Gilmar dos Santos da Costa, 26; ele tem que o trio seja posto em liberdade, devido a movimentação, de acordo com o próprio Sebastião, para solta-los do 74º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde se encontram presos, desde o último domingo.

“Será uma humilhação muito grande para a minha família ver essas três pessoas passando por frente de minha casa, e saber que nada vai acontecer com ela, enquanto isso o meu filho está morto”, desabafa.

As declarações da direção do hospital veiculadas por uma emissora de televisão local, de que a unidade de saúde teria vigilância, também foram contestadas por Sebastião. Segundo ele, o lugar não dispõe de vigias com formação para desempenhar tal cargo.

“Não culpo a pessoa que estava de segurança no hospital, por ele não tem formação na área. É um absurdo muito grande que aqui em Codajás as pessoas tenham dificuldade para se consultar no hospital, entretanto, para invadir o lugar e matar alguém isso seja fácil”, observou.

Crime
O adolescente foi assassinado após tentar apartar uma briga ocorrida em um posto de gasolina da cidade. Na ocasião, Diego foi ferido no braço e seguiu para receber atendimento no hospital.

No momento em que recebia atendimento, o hospital foi invadido pelos irmãos Patrícia e Hudson, juntamente com Gilmar.

As investigações policiais dão conta de que os três entraram no hospital sem nenhum problema, pois a mãe de Hudson e Patrícia trabalha na unidade hospitalar como enfermeira.