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Construção civil: otimismo entre corretores

Direção do sindicato da categoria aposta em bons negócios na construção civil no segundo semestre, a despeito dos contratempos registrados no primeiro

Jane Farias Picanço, Daniel Aragão e Márcia Cohen, todos do Sindmóveis, demonstraram otimismo com o setor da construção civil no segundo semestre

Jane Farias Picanço, Daniel Aragão e Márcia Cohen, todos do Sindmóveis, demonstraram otimismo com o setor da construção civil no segundo semestre (Bruno Kelly)

O primeiro semestre, assim como os últimos dois anos, não foi fácil para o segmento da construção civil, em especial, para a venda de casas e apartamentos na planta.

Que o digam os corretores de imóveis. Mesmo assim, eles não desanimaram. Pelo contrário, apostam no incremento do setor com lançamentos de imóveis e no que tange aos aluguéis, um crescimento de até 30% no segundo semestre.

DINHEIRO conversou sobre o assunto com representantes do Sindicato de Imóveis do Estado do Amazonas (Sindimóveis-AM). Eles avaliaram a situação do mercado, apontaram os principais gargalos do segmento local e demonstraram otimismo para os próximos meses do ano.

Segundo a vice-presidente do Sindimóveis-AM, Jane Picanço Farias, o setor aguarda pelos imóveis de pronta entrega para aquecer o mercado. “Muita gente comprou como investimento. Até setembro estes imóveis estarão disponíveis. Esse cenário, somando-se à expectativa de que os negócios esperados para a primeira metade do ano sejam concretizados na segunda metade, gera a expectativa de bom volume de vendas e locação no último trimestre do ano”, ressalta.

Ela avalia que a “vez” será dos imóveis usados, mas lembra que os interessados em adquirir imóveis na planta também terão oportunidade para fechar negócios. Apenas nesta semana já foram lançados o Atmosphere, da Engeco e o Quintas, da Capital Rossi. A estimativa é de que pelo menos nove imóveis novos sejam lançados pelas construtoras e incorporadoras até o final do ano.

Balanço

Ela conta que os primeiros seis meses do ano foram influenciados pelo efeito da Copa do Mundo. De um lado, o volume de negócios para imóveis novos sofreu uma queda representativa, em função do interesse dos consumidores ficou voltado para os setores de serviço e lazer.

De outro, foi registrado um acréscimo de quase 100% no valor dos aluguéis de alta temporada, tornando o período atípico para o setor. “Imóveis que, em geral, eram disponibilizados para a locação por uma faixa de R$ 1000 a R$ . 500, passaram a custar em torno de R$ 2.000. Agora os preços começam a voltar para o patamar normal”, avalia.

Ganhos da Copa

Segundo Jane Farias, um grande ganho do período foi o serviço de hospedagem alternativa fechado com o governo do Estado para atender os turistas durante os jogos. Um total de 500 proprietários cadastraram seus imóveis para locação e 212 foram autorizados pelo edital do programa. “Além do ganho financeiro, a iniciativa possibilitou a criação da bolsa imobiliária do Amazonas, uma ferramenta disponível no site do sindicato, que permite a divulgação desses imóveis para aluguel, ou mesmo para a venda”, comemora.

Mercado aquecido

O mercado se dividiu em duas partes durante o primeiro semestre. Em relação aos usados, o corretor e assistente da presidência do sindicato, Daniel Aragão, apontou um clima de estabilidade.

Segundo ele, a locação tanto para residências quanto para o comércio vivem uma boa fase. O desempenho não é melhor apenas, pela falta de imóveis aptos a serem comercializados. “Hoje, a maior procura (35%) é pelo aluguel de imóveis de dois quartos, que custam entre R$ 1000 e R$ 1500. Em torno de 20% da demanda são para imóveis de três quartos, calculados entre R$ 2000 e R$ 2500, 10% ficam para os imóveis para imóveis que vão de R$ 3000 a R$ 5000 e 40% para estabelecimentos comerciais e galpões industriais”, detalha.

Para os imóveis novos, o mercado busca o equilíbrio. De acordo com o corretor, após oferecerem em um ano, lançamentos que poderiam ser distribuídos em três anos de negócios, as construtoras e incorporadoras estão finalizando seu estoque de imóveis. Para ele, o mercado precisou se adaptar ao novo perfil do comprador que ficou mais seguro, mais exigente e parou de comprar por impulso.

Consumidores que há três anos adquiriram imóveis na planta, começam a se desfazer desse patrimônio para adquirir novos, o que deve movimentar este segmento do mercado. “ O estoque foi para um nível de tranquilidade e se preparam para alçar novos voos”, aposta

Irregulares preocupam

Para alavancar ainda mais as vendas, os corretores de imóveis tem pela frente o desafio da irregularidade das propriedades do Estado. Conforme o sindicato, das 100 mil habitações disponíveis na cidade, 65% (65 mil imóveis) possuem algum tipo de irregularidade que impede a transação.

A maior procura para a locação são por casas e apartamentos que custam entre R$ 1000 e R$ 1500 e para compra, o ticket de maior demanda vai de R$ 60 mil a R$ 150 mil.

A corretora Márcia Garcia Cohen explica que a maior dificuldade para a regularização é a burocracia e o custo. “Os imóveis têm que estar com a documentação em dia para serem vendidos. Mas para regularizar vários órgãos são envolvidos ,como prefeitura, Seminf e Implurb. Além disso, é preciso arcar com as despesas da previdência social que exige um pagamento dos direitos trabalhistas para cada operário que atuou na obra, o que deixa o processo bastante oneroso”, relata.

Como forma de amenizar o problema, Márcia diz que o sindicato está buscando parcerias junto à prefeitura, à Câmara dos Vereadores e ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Amazonas (Creci-AM) para facilitar a regularização.

“A ideia é desburocratizar o processo, uma vez que interessa a todos ter mais imóveis disponíveis na cidade, visto que a demanda não para de crescer”, enfatiza.