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Convenções políticas no AM são palco de viradas históricas

Prazo para definição de candidatos e alianças chega ao fim amanhã com três baixas, troca de lado e intensa ação de bastidores

Prazo para definição de candidatos e alianças chega ao fim amanhã com três baixas, troca de lado e intensa ação de bastidores

Prazo para definição de candidatos e alianças chega ao fim amanhã com três baixas, troca de lado e intensa ação de bastidores (Arte: Helinaldo Mascarenhas)

A 24 horas do fim do prazo para definir alianças e candidaturas para as eleições desse ano, a disputa pelo Governo do Amazonas já tem três baixas. E como a história tem mostrado, mudanças nas escalações – até mesmo entre os pré-candidatos a vice – podem ocorrer minutos antes dos times entrarem em campo.

Amanhã é a data limite estabelecida pela Justiça Eleitoral para que os partidos definam com quem irão coligar e os nomes dos seus membros que pretendem se candidatar a um dos cargos em disputa esse ano: presidente da República, senador (a), governador (a), deputado (a) federal e deputado (a) estadual.

Entre os nomes fora da lista do jogo pelo Governo do Amazonas estão os deputados federais Henrique Oliveira (SDD) e Rebecca Garcia (PP). Apesar de ostentarem um bom desempenho nas pesquisas de intenção de voto, os dois julgaram conveniente recolher seus times para ingressar nas equipes comandadas por José Melo (Pros) e Eduardo Braga (PMDB), respectivamente.

O terceiro pré-candidato que não conseguiu viabilizar seu nome como candidato a governador foi o vice-prefeito de Manaus Hissa Abrahão (PPS). Sem convencer sequer o prefeito Artur Neto (PSDB) de que seria uma boa peça a ser escalada para o jogo desse ano, Hissa se contentou em disputar as eleições para a Câmara Federal, e a ser mais um no time de Braga.

A lista de nomes vetados às vésperas do jogo pode aumentar para quatro. Isso porque o deputado estadual Chico Preto, pré-candidato do PMN ao governo, já dá sinais de que não tem condições de jogo, e indica que vai acabar reforçando a torcida de Braga ou de Melo.

Com as baixas de candidatos até então cotados para equilibrar o jogo, como Hissa, Henrique e Rebecca, Braga e Melo se firmam de vez como os candidatos ao título de governador, e farão um campeonato à parte dos demais candidatos que se mantêm inscritos para a competição: Marcelo Ramos, do PSB; Abel Alves (Psol) e Dr. Castelo – PCB.

Favorito (segundo as pesquisas) à vitória antes da bola rolar, Braga tem como armas a simpatia de um eleitorado conquistado na última década, e o apoio da presidente da República e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, do PT.

O ex-governador conseguiu também na última hora comprar o passe de Amazonino Mendes (PDT), velho conhecido dos eleitores do interior do Amazonas.

Para fazer frente ao favoritismo do senador do PMDB, o governador José Melo, que vai para campo administrando um orçamento de R$ 14 bilhões, foi buscar um nome de peso para reforçar o time dele: Artur Neto.

O tucano administra a cidade que concentra 52% do eleitorado do Estado. E continua em lua de mel com a torcida, após as eleições de 2012.

Times podem mudar na véspera

Nas eleições para o governo de 2002, José Melo (Pros), então deputado federal, foi para a convenção convicto de que seria o vice na chapa de Eduardo Braga (PMDB). Mas na hora da escalação final, quem ganhou a camisa de vice e entrou em campo foi o ex-governador Omar Aziz (PSD).

Outra mexida de nome na véspera do jogo aconteceu em 2010, quando Hissa Abrahão, do PPS, foi lançado de surpresa pela sigla como candidato a governador. Ele acabou ficando em terceiro lugar na disputa, conquistando 138 mil votos.

Na disputa pela Prefeitura de Manaus, em 2012, a deputada federal Rebecca Garcia (PP) era, até a véspera da convenção, o nome certo de Braga e Omar para fazer oposição à candidatura de Artur Neto (PSDB).

Na madrugada do dia 30 de junho, fatores extra-campo levaram o grupo a cortar Rebecca da disputa. Convocada de última hora, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) entrou no jogo, para ser derrotada por Artur Neto.

Segundo a legislação eleitoral, a substituição de candidatos pode ser feita até 20 dias antes do pleito. As trocas podem ocorrer quando o candidato tiver o registro indeferido, cancelado, ou cassado, ou, ainda, renunciar ou falecer após o final do prazo do registro.

Alfredo e Praciano

Se despedindo do Senado esse ano, Alfredo Nascimento, do PR, anunciou na sexta-feira apoio a José Melo. Ele vai disputar uma vaga na Câmara Federal. Seguindo orientação da direção nacional do PT, o deputado federal Francisco Praciano irá, na aliança com Eduardo Braga, se candidatar ao Senado.

Atrás do apoio de Dilma

Braga é o candidato do PT, Melo fechou com o PSDB, mas diz que vai apoiar a presidente da República

Em eleições gerais, as decisões tomadas pelas cúpulas dos partidos nem sempre valem para as alianças regionais. Esse ano, no Amazonas, enquanto a direção nacional do Pros oficializou apoio à reeleição de Dilma Rousseff (PT), o partido recebeu a adesão do tucano Artur Neto (PSDB) à reeleição de José Melo (Pros).

José Melo tem defendido apoio à Dilma Rousseff, mas agora tem a pressão do PSDB de Artur Neto, que, teoricamente, tem a obrigação de montar um palanque para o candidato à Presidência da República da legenda, o senador mineiro Aécio Neves.

O presidente regional do PSDB, deputado estadual Arthur Bisneto, declarou há uma semana que o prefeito de Manaus é um “palanque ambulante” para Aécio Neves. E disse esperar que José Melo esteja nesta campanha junto com o senador mineiro.

“Essa (decisão de apoiar ou não o candidato do PSDB) é uma questão muito pessoal, que a gente vai respeitar, e espera que ele esteja com o Aécio”, disse Bisneto, no dia 21.

Para membros do Pros no Amazonas, como o deputado estadual Sidney Leite, a decisão de Melo em insistir no apoio à Dilma é pessoal. Pois, do ponto de vista partidário, nem Dilma e nem o PT têm demonstrado interesse em ver o governador por mais quatro anos no comando do Amazonas, opina o parlamentar.

“Esse (apoio a Dilma) é um compromisso dele (Melo), pessoal. Porque não há gesto por parte do Palácio (do Planalto) nesse sentido (de apoiar a candidatura do governador). Muito pelo contrário”, afirmou Sidney, no dia 21.

Em maio, a cúpula estadual do PT, que ocupa cargos no governo de Melo, decidiu apoiar a candidatura de Braga. E liberou o governador para - se quiser - demitir os petistas, o que não aconteceu até aqui.