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Duplicação da rodovia AM-070 está com as obras paradas

Obra na rodovia Manoel Urbano, que tinha urgência determinada pelo Governo do Estado, está sem máquinas e homens trabalhando

Obra sem maquinário; reportagem fez questionamento à Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), mas não houve resposta até o fechamento desta edição

Obra sem maquinário; reportagem fez questionamento à Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), mas não houve resposta até o fechamento desta edição (Euzivaldo Queiroz)

A obra de duplicação da rodovia estadual Manoel Urbano (AM-070), que liga Manaus aos municípios de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão, está praticamente parada. Após a duplicação ser iniciada com a recomendação do Governo do Estado para que houvesse celeridade nos trabalhos, o ritmo foi reduzido e este mês e quase não é possível ver operários ou máquinas trabalhando. Ontem, por exemplo, em toda a extensão dos primeiros 14 quilômetros que receberam uma primeira intervenção, havia apenas um caminhão caçamba, um trator e uma retroescavadeira no local.

Até o último mês, a concentração de equipamentos e trabalhadores era intensa, mas a impressão de quem passa pelo local hoje, é de que a obra está parada. Três equipamentos que permanecem no local são usados nos serviços de drenagem e terraplenagem da rodovia. Os poucos funcionários que estavam no local, na manhã de ontem, trabalhavam no serviço de topografia. Em vários trechos nas atuais frentes de trabalho, a terraplenagem, bem como o nivelamento da pista, ainda precisam ser finalizados.

A obra que começou a ser realizada em abril de 2013 está prevista para ser concluída em dezembro. As placas de sinalização instaladas ao longo do trecho em obras indicam que há homens e máquinas trabalhando, mas na prática a movimentação no local é mínima, uma vez que, das quatro frentes de obras com mais de 150 operários que existiam no local, não é possivel ver nem 20 homens atualmente.

A determinação do governador Omar Aziz quando a obra foi lançada era a de aproveitar o período de sol para adiantar os serviços ao máximo a fim de cumprir o cronograma de conclusão.

A obra chegou ao quilômetro 14 depois da liberação emitida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O instituto realizou as análises arqueológicas necessárias para que a duplicação fosse liberada. Ainda faltam 64 quilômetros para serem duplicados. A obra vai duplicar os 78 quilômetros da rodovia, desde a cabeceira da ponte Rio Negro, em Iranduba, até Manacapuru.

Serão feitas duas faixas de cada lado da Manoel Urbano, além de um canteiro central de cinco metros. Cada pista terá 7,10 metros de largura, acostamento de 2,30 metros para cada lado, numa largura total de 18,80 metros. As pontes que ficam ao longo da rodovia, nos trechos do Miriti e rio Ariaú, também serão ampliadas. Uma das novidades é a instalação de iluminação em toda a extensão da rodovia.

Feirantes de maneira improvisada

A feira que funcionava de forma improvisada, no acostamento do quilômetro 2, da rodovia Manuel Urbano, foi transferida para a via que dá acesso à ponte Rio Negro e continua operando sem estrutura. Ao todo, 27 feirantes permanecem na margem no sentido Iranduba/ Manaus.

Eles tiveram que sair da rodovia para que o local recebesse a obra de duplicação. Os feirantes aguardam a conclusão do Centro de Comércio Familiar de Manacapuru, que será construído no terreno onde ocupavam anteriormente. A área está atualmente cercada com tapumes.

Os feirantes são os mesmo que ficavam na área de atracação das balsas no Distrito de Cacau Pirera, em Iranduba. Eles migraram para a rodovia AM-070 pouco depois da inauguração da Ponte Rio Negro, em 2011, por conta própria.

Explicações

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Senifra) culpou o período chuvoso, que impõe um ritmo menor na obra, mas negou que a mesma esteja parada. "Os trabalhos de drenagem superficial e profunda continuam sendo feitos e toda vez que as condições climáticas permitem a compactação é retomada", diz o comunicado. 

"Na fase inicial da obra, mais de 150 operários estavam realmente trabalhando em quatro frentes de obra nos 15 quilômetros iniciais da duplicação da AM-070. Nesse período de começo de ano, quando as chuvas ocorrem praticamente todos os dias e a toda hora, não há como permanecer com 150 ou 200 homens na pista porque a umidade não permite a realização dos trabalhos iniciais", continua a nota.

Segundo o órgão, os trabalhos atuais são os de colocação de aterro, terraplanagem e compactação do solo. "Qualquer chuva que caia, por menor que seja a sua intensidade, atrasa em pelo menos dois dias a continuidade da obra, porque a terraplanagem requer que o solo esteja seco, sem umidade nenhuma, para ficar nas condições ideais requeridas pelas normas da engenharia e da qualidade", explica a assessoria.

"O que está ocorrendo no momento na AM-070 é exatamente isso, não apenas para não perder hora trabalhada de homem e de máquina, quanto de material usado, como os aterros, por exemplo. Além do mais há a questão da qualidade do serviço realizado: se voce dá continuidade ao trabalho de construção da base sub base nas condições atuais, com chuvas molhando o solo todos os dias, a duplicação pode até sair em tempo recorde, mas não terá qualidade, não terá durabilidade e não é isso que o Governo do Amazonas quer em suas obras", conclui.