Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Federação Nacional dos Médicos e Sindicato local visitam HPS 28 de Agosto, em Manaus

A vistoria faz parte de uma agenda de visitas da Federação por diversos estados brasileiros para verificar condições estruturais e trabalhistas de unidades de saúde no País

Federação Nacional dos Médicos e Sindicato local visitam HPS 28 de Agosto, em Manaus

Federação Nacional dos Médicos e Sindicato local visitam HPS 28 de Agosto, em Manaus (Bruno Kelly)

Durante 30 minutos na tarde desta quinta-feira (9) os corredores do Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, na Zona Centro-Sul de Manaus, foram tomados por uma comitiva de representantes da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), com o objetivo de verificar in loco as condições da unidade de saúde.

A vistoria faz parte de uma agenda de visitas da Federação por diversos estados brasileiros para verificar condições estruturais e trabalhistas dessas unidades. No Amazonas, o HPS 28 de Agosto foi o hospital sugerido para visita pelo Simeam à entidade federal. O resultado dessa inspeção será incluído em um relatório sobre o sistema de saúde no Amazonas, que terá dados de outras vistorias por hospitais no Estado.

Dos seis pisos do hospital, apenas partes do térreo, primeiro, segundo e quinto andares foram visitados pela equipe de autoridades. Entre eles estavam a unidade de terapia intensiva (UTI), o centro cirúrgico e o centro de tratamento de queimados, seção nova na unidade. Em 2011, o 28 de Agosto teve a estrutura reformada e ampliada.

“Quando eles sabem que têm visita de um cidadão desse porte, logicamente que eles vão mostrar bom serviço. Vão mostrar a urgência, que é o melhor no Estado”, disse o microempresário Francisco Oliveira, 33. A mãe dele de 67 anos teve um princípio de infarto e está internada no hospital. “Diagnóstico tem que ser dado de manhã, de tarde e de noite. Mas eles não passam informações aos familiares”, protestou Francisco.

“O Hospital 28 de Agosto é um pronto-socorro bem mais organizado que os demais. O (hospital) João Lúcio (Zona Leste), por exemplo, tem capacidade maior só que a demanda é muito grande. Lá tem pacientes no corredor e aqui é mais modernizado. Não queremos esconder nada. Sabemos que a realidade no interior é difícil e, inclusive, na capital”, afirmou o presidente do Sindicato local, Mário Vianna.

“Uma visita com essa é para ter uma noção mais geral. É uma avaliação micro que precisa ser aprofundada com os relatórios dos sindicatos locais”, ressaltou o presidente da Fenam, Geraldo Ferreira. “Sabemos aqui no Amazonas a demanda é elevada, o que provoca a demora no atendimento; há também carências de leitos, o que faz com que pacientes fiquem em corredores, como no João Lúcio”, disse.

“Há uma necessidade de hospitais auxiliares para onde esses pacientes possam ser encaminhados em condições adequadas. Vimos que Manaus tem uma rede de assistência hospitalar um pouco melhor que a maioria dos estados do Nordeste e algumas unidades do Rio de Janeiro, por exemplo. É preciso injetar dinheiro e qualificar a gestão desses hospitais”, ressaltou Geraldo Ferreira.

“Ao fazermos um retrato de Manaus, verificamos aquele que encontramos no resto do Brasil: problemas no atendimento básico; não há uma cobertura completa, apenas 30%; os moradores do interior vêm para a capital, provando uma superlotação e uma demanda exagerada; às vezes com retardo no atendimento e que podem complicar diagnósticos e tratamentos”, descreveu o presidente da Fenam.

Questionado a respeito das constantes denúncias de familiares e pacientes sobre a má qualidade do serviço médico e da estrutura de hospitais na capital, Ferreira explicou como são destinadas tais denúncias.

“Primeiro acontece uma discussão com a direção do hospital, pois às vezes os problemas podem ser resolvidos administrativamente. O segundo passo são as esferas burocráticas dentro da secretaria, já que um diálogo com o secretário pode resolver questões como escalas, número de leitos, de profissionais. A terceira etapa é indo denunciar no Ministério Público e por último se chega às esferas internacionais”, contou.