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Menino de três anos é mordido por cobra no interior do AM e chega ao hospital 9 horas depois

A criança, que mora em uma comunidade próxima ao município de Manacapuru, foi picada após correr atrás do pai na mata. Ele deu entrada no hospital nove horas depois do ocorrido e sobreviveu

Fundação de Medicina Tropical, onde o consultar Bodo Wanke, que pesquisará sobre micoses associadas ao tratamento de tuberculose, atua.

O menino deu entrada na Fundação de Medicina Tropical e depois foi transferido para a UTI do Cecom (Divulgação )

Um menino de três anos foi picado por uma cobra, possivelmente uma surucucu, neste sábado (7) em uma comunidade rural do município de Manacapuru (distante a 68 quilômetros de Manaus) e deu entrada no hospital da Fundação de Medicina Tropical nove horas após o ocorrido. Ele continua internado, porém em estado estável, na Unidade de Terapia Intensiva da Fundação Centro de Controle de Oncologia (FCecom).

De acordo com o chefe do Departamento Clínico do Tropical, o infectologista Antônio Magela, familiares da criança informaram no hospital que o menino foi picado na perna esquerda após correr atrás do pai - que havia saído para a mata localizada próximo da residência da família.

“A mãe da criança relatou que ouviu os gritos da criança e correu para a mata. Ao se aproximar, ela viu uma cobra grande com as características de uma surucucu. Porém, ainda é cedo para afirmar precisamente qual era espécie”, declarou o médico.

Segundo Magela, a criança foi imediatamente socorrida até a unidade hospitalar de Manacapuru e depois transferida para a fundação, em Manaus. Ele recebeu doses de soro bivalente e está consciente na UTI do FCecom, que foi utilizada para atender devido à gravidade do acidente.

“A criança pode ser trazida novamente para a enfermaria do Tropical se apresentar melhoras até esta segunda-feira (dia 9)”, ressaltou o infectologista, que crê numa recuperação sem maiores consequências.

Cuidados

Magela aproveitou para pedir mais atenção dos pais e responsáveis com as crianças, principalmente nas zonas rurais. Segundo ele, nos primeiros seis meses deste ano já foram registrados praticamente o mesmo número de ocorrências, provenientes de picadas de animais peçonhentos do ano passado.

“É comum haver nesta época uma elevação no número de casos devido à cheia dos rios da Amazônia. O adulto precisa ter cuidado consigo e uma atenção especial também com as crianças. Elas costumam brincar em locais abertos, de matas, muitas vezes com entulhos ou ainda que acabaram sendo invadidos pelas águas durante este período”, destacou.

O especialista alertou dizendo que os animais peçonhentos, como as cobras, escorpiões e aranhas, procuram lugares secos e quentes durante a cheia. Por isso, essa proximidade com o homem faz com que o uso de instrumentos de proteção como botas e luvas no ambiente rural e urbano seja importante, mesmo em dias com temperatura elevada.