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Pesquisa revela que números de fumantes com mais de 18 anos caiu 15,7%

Os dados são do estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2013), organizado pelo Ministério da Saúde

A nicotina e o alcatrão são apenas duas das 4,70 mil substâncias tóxicas do cigarro, responsáveis pela dependência

A nicotina e o alcatrão são apenas duas das 4,70 mil substâncias tóxicas do cigarro, responsáveis pela dependência (Divulgação)

Com o objetivo de reforçar o controle do tabagismo, nesta sexta-feira, 29, é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que mais de seis milhões de pessoas são vítimas da substância, das quais 600 mil são fumantes passivos. Embora a luta não esteja acabada, o Brasil tem motivos para celebrar, já que nos últimos oito anos a parcela de brasileiros com mais de 18 anos que fumam caiu de 15,7% em 2006 para 11,3% em 2013.

Os dados são do estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2013), organizado pelo Ministério da Saúde. De acordo com o cardiologista e consultor médico do Laboratório Sabin – que conta com cinco unidades instaladas em Manaus –, Dr. Anderson Rodrigues, o tabaco é responsável por aproximadamente 35% dos tipos de câncer, sendo o principal fator associado ao câncer de pulmão. Além disso, também impulsiona o desenvolvimento de infarto, derrame cerebral, enfisema pulmonar (DPOC) e doença arterial oclusiva periférica (DAOP).

Ele ressalta que o tabagismo é considerado dependência química à nicotina (alto poder de modificar a biologia e a fisiologia do cérebro), configurando doença crônica. A nicotina e o alcatrão são apenas duas das 4,70 mil substâncias tóxicas do cigarro, responsáveis pela dependência.

Segundo a OMS, o tabagismo é a principal causa de morte evitável e já existem tratamentos da dependência da nicotina. O cardiologista e consultor médico do Sabin destaca que todos que busquem um serviço de saúde ou um profissional da área devem ser abordados e aconselhados sobre os malefícios da continuidade, benefícios de parar de fumar e entender que interromper o cigarro consiste num processo, frequentemente lento.

Rompendo com o Tabaco

Misael Pereira Souza, supervisor de relacionamento do Sabin em Manaus, foi fumante por doze anos e há três decidiu dar um fim a essa dependência. O contato com o tabaco iniciou aos 15 anos. De acordo com ele, foi por pressão da esposa, quem convivia de forma passiva com o tabaco, que foi possível dar um basta a esta “situação chata e constrangedora”. “Eu costumava fumar uma carteira de cigarro por dia, iniciando logo depois que acordava. Felizmente, eu não tive nenhum problema detectado, mas é uma sensação de alívio só a decisão de parar e até mesmo de sentir que não incomodo mais ninguém”, declarou.

Segundo o cardiologista Anderson Rodrigues, o processo de largar a dependência é abordado em duas avaliações: a quantitativa e a qualitativa. A primeira é feita através do Teste de Fagerström, que mede o grau de magnitude do processo de dependência estabelecida. Neste caso, são realizados exames biológicos para avaliar a medida da nicotina plasmática, salivar ou urinária, além da concentração do monóxido de carbono no ar exalado, avaliando o grau de intoxicação nas últimas horas.

Já a avaliação qualitativa é realizada com questionamentos ao paciente, sobre a história atual/prévia de consumo de tabaco, quantidade de cigarros consumidos por dia, número de anos de tabagismo e o desejo de interromper o fumo (grau de motivação, se já houve alguma tentativa prévia e recaídas). "Todo mundo sabe que o consumo de tabaco faz mal. Quanto mais tempo a pessoa fuma, maior é o risco de desenvolver doenças”, pondera o consultor médico do Laboratório Sabin.

*Com informações de assessoria de comunicação.