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PT está no centro da disputa política no Amazonas

Partido dos Trabalhadores está sendo disputado por grupos dissidentes para eleição do próximo governador do Estado do Amazonas

Presidente estadual do PT, Valdemir Santana, disse que até o dia 17 a legenda define se apoiará José Melo ou Eduardo Braga

Presidente estadual do PT, Valdemir Santana, disse que até o dia 17 a legenda define se apoiará José Melo ou Eduardo Braga (Arquivo AC)

A poucos dias do anúncio oficial do Partido dos Trabalhadores (PT) sobre qual chapa o partido apoiará nas eleições desse ano no Amazonas, dois grupos políticos ainda disputam a preferência do PT – o do governador José Melo (Pros) e do senador Eduardo Braga (PMDB), ambos de partidos da base de apoio ao governo petista da presidente Dilma Rousseff no Planalto e pré-candidatos ao Governo do Estado.

Líder político do grupo de José Melo e pré-candidato ao senado, o ex-governador Omar Aziz (PSD) declarou no sábado que já fez uma proposta ao PT para que a sigla componha a chapa majoritária, com o posto de vice e de suplente de senador. “O PT recebeu uma proposta minha essa semana. Se o PT não fica comigo, como é que eu vou ficar com o PT? Se eu não sirvo para eles, por que eles servem para mim?”, disse Omar em entrevista para A CRÍTICA, na sede do Partido Social Democrático (PSD), durante a visita do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab.

O ex-prefeito de São Paulo disse que Omar “fez uma proposta ao PT que poucos Estados fizeram, oferecendo importante participação”. “Essa é uma tese de vida. E política é assim: uma mão lava a outra. Política é recíproca”, acrescentou Omar Aziz.

Em jogo na disputa pelo apoio do PT está um gordo tempo de televisão (a sigla tem a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 88 parlamentares, o que define 2/3 do tempo da propaganda eleitoral na TV), além da parceria com o partido que está no comando da Presidência da República há 11 anos.

PMDB

A articulação nacional entre o PT e o PMDB também pesa na definição do grupo que o partido de Dilma e Lula apoiará nas eleições no Estado. O PT depende do PMDB para conseguir um maior tempo de propaganda na TV. O partido de Eduardo Braga é decisivo nas votações do Congresso Nacional e já chegou a ensaiar saída da base de apoio à presidente Dilma.

Outro fator que afasta a possibilidade do PT do Amazonas permanecer com o grupo Melo/Omar é a proximidade do ex-governador com o prefeito Artur Neto do PSDB. O partido de Omar é da base do Governo Federal, mas nos Estados está liberado para coligar com qualquer partido.

O governador José Melo (Pros) afirmou, em entrevista para A CRÍTICA no último dia 29, que a decisão sobre a permanência ou não do partido na base do seu governo para a reeleição dependerá de conversa com a presidente Dilma prevista para hoje. No dia 27 de abril, a legenda colocou os cargos que ocupa na máquina estadual à disposição do governador. “Não decidimos deixar o governo. Mas resolvemos deixar o governador José Melo à vontade para tirar quem ele quiser”, declarou o presidente estadual do PT, Valdemir Santana.

O encontro de José Melo com Dilma Rousseff marcado para esta semana em Brasília foi adiado, informou ontem o próprio governador do Estado.

PT faz mistério até o dia 17

A presidência do PT no Amazonas faz mistério sobre o apoio que dará em outubro. Negocia a melhor alternativa para a sigla, que está dividida. De acordo com Valdemir Santana, além do PMDB, Pros e PSD, a sigla também vai dialogar com o PCdoB e com o PDT de Amazonino Mendes.

O vice-presidente da sigla petista, deputado Sinésio Campos, disse ontem que não poderia dar mais informações sobre a articulação. “Isso tem que ser falado diretamente com o presidente. O que eu posso dizer é que dia 17 vamos ter um encontro com os delegados do partido, quando vamos definir a política que será adotada aqui no Estado. Esse encontro terá a presença do presidente Rui Falcão”, disse.

Valdemir Santana afirma que escolher entre Braga e Melo não é a prioridade do PT. “Temos que reeleger a presidente, queremos ampliar as bancadas na ALE e em Brasília”. Na semana passada, representantes do partido tiveram encontros com o senador Eduardo Braga e com o governador José Melo.

Braga classificou a decisão do PT de colocar os cargos à disposição do governador como “ uma clara demonstração de que querem buscar a independência para tomar uma posição política”.

‘Artur apoia minha candidatura’

Omar Aziz afirmou no sábado que o apoio do prefeito Artur Neto é para a sua candidatura ao Senado e que isso não depende de coligação formal. “Quando você coloca o Artur, ele já declarou que não tem definição de quem será o seu candidato ao governo, mas que o candidato ao Senado serei eu e isso independe de coligação. Ele tem deixado isso muito claro”, disse Omar.

Na ocasião, Gilberto Kassab afirmou que, apesar de estar comprometido nacionalmente com o projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff, o PSD está livre para fazer alianças com qualquer partido nos Estados, dando margem para que a legenda possa coligar com o PSDB e fazer palanque para o presidenciável Aécio Neves no Amazonas.

Questionado sobre a relação entre Artur e Omar, Kassab foi enfático: “O governador Omar Aziz tem liberdade para conduzir o partido para o rumo que ele achar mais adequado para o Amazonas e para o PSD”. A aliança do grupo Melo/Omar figura como uma alternativa ao ropimento com o PT.

Kassab disse que Melo “é uma pessoa que tem uma folha de serviços prestados ao Amazonas que poucos têm. Conhecedor dos problemas do Estado. É uma pessoa respeitada e ajudou muito o governador Omar Aziz. É qualificado para ser candidato e para continuar. Mas, a postura em relação a ele será definida pelo Omar”, disse o ex-prefeito de São Paulo.

Personagem- Governador pelo PROS José Melo

‘Eles têm três secretarias’

O governador José Melo (Pros) disse que aguarda a decisão do PT. “Eu tive uma conversa com eles. E estou aguardando”, declarou Melo.

Melo disse que não fez nenhuma proposta na conversa que teve com os petistas. Mas lembrou, ontem, que o PT tem três secretarias no governo dele. “Eles têm três secretarias no meu governo. Então, vou aguardar”, afirmou o governador.

Segundo Melo, o PT ficou de ainda esta semana informar se marchará ou não com ele nas eleições de outubro.