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Assaltos migraram para orla após Ronda no Bairro, diz tenente da Companhia Fluvial

Mesmo com o registro de ocorrências em comunidades ribeirinhas, diligência fluvial continua sendo feita para coibir ação dos bandidos 

Policiais do Ronda no Bairro poderão ser avisados para ficarem atentos às casas que ficarão fechadas nesta época do ano

Uma das viaturas do programa em diligência em um das seis zonas de Manaus (Paula Pessoa )

“Ocorrências na orla aumentaram sensivelmente, após o Ronda no Bairro”. A informação é do 1º tenente-PM, Waldemir Reis, que responde pelo subcomando do Batalhão Ambiental e é comandante da 2ª Companhia Fluvial. A migração da criminalidade de Manaus para cidades próximas pode ter ligação com a implantação do programa de segurança pública na capital amazonense.

Não existem ainda números oficiais, mas relatos de moradores e policiais dão conta dos crimes nas últimas semanas.

 “Após o Ronda no Bairro, muitas ocorrências estão sendo registradas nas comunidades de Terra Nova, do Jaraqui e do Arara, explica o  militar, ao informar, no entanto, que o efetivo da Polícia Fluvial sofreu perda com a transferência de policiais para o Ronda no Bairro. Entretanto, disse que mesmo com o efetivo menor, a diligência fluvial continua sendo feita, paralela a um trabalho de inteligência.

 Segundo o tenente, diariamente estão sendo enviadas lanchas para socorrer estas comunidades, mas justifica que “a orla do Careiro é muito extensa e o efetivo  é pequeno para as demandas”. Ele pede à comunidade que ajude no trabalho de inteligência que vem sendo feito em relação a estes crimes, informando à Polícia Fluvial os horários das ações, características físicas e como atuam os assaltantes.  

A polícia fluvial vem fazendo uso de três embarcações para atender as ocorrências. Entre as dificuldades, segundo ele, está o fato de nem sempre poder  prestar socorro de imediato nas situações de mau tempo. “Em casos de temporal não tem como colocar em risco a vida do policial”, disse.