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População reclama da alta dos preços dos alimentos na Ponta Negra, em Manaus

Pessoas que costumavam frequentar a antiga Ponta Negra reclamam dos preços de alimentos oferecidos no espaço reformado e consideram a área mais elitizada que antes

Nova Ponta Negra está 'elitizada'

Nova Ponta Negra está 'elitizada' (Winnetou Almeida)

Quanto você gasta em um passeio na Ponta Negra? O local, que já era um dos pontos de lazer mais procurados pelas famílias de Manaus, se firmou como uma das principais atrações da cidade nos finais de semana após a reinauguração da segunda etapa, no dia 22 de dezembro.

A valorização do espaço refletiu nos preços e resultou em reclamação de muitos pais de família, que consideram a área mais elitizada que antes.

A CRÍTICA visitou o complexo no domingo e constatou que, em média, uma pessoa gasta R$ 5 para comer uma pipoca e tomar uma água pequena (veja os preços na tabela).

Para um lanche mais elaborado, o preço pode chegar a até R$ 42 (refrigerante e uma porção de sushi). Quem quiser uma sobremesa, vai precisar desembolsar, no mínimo, R$ 3 por uma bola de sorvete na casquinha, ou R$ 4 por um algodão doce ou um churros.

Os valores isolados podem não parecer tão altos, mas quando somados em uma família com dois filhos, podem acabar em gastos acima da média.

O pedreiro José Pereira Silva, 51, foi passear com a esposa e os filhos, de nove e 11 anos, e ficou surpreso com ao perceber que gastou cerca de R$ 100 no passeio.

“Tudo está com um preço muito alto. Pagamos, só de comida, R$ 12 para cada um no almoço. Fora o valor dos refrigerantes e dos doces depois.

Passear na Ponta Negra com a família não é mais um programa para se fazer todo final de semana. Agora, com sorte, é uma vez por mês, e trazendo água e lanche na bolsa para não gastar tanto”, comentou José Pereira.

Opiniões

O vendedor de um dos quiosques do calçadão, que preferiu não se identificar, disse que muitas pessoas estão reclamando dos valores.

“O comentário geral é que a Ponta Negra não é mais para todo mundo e sim para gente rica. Não sei como funciona essa questão dos preços, mas eles estão mais altos mesmo”, disse.

A cabeleireira Geliana Alves, 32, levou o casal de filhos, um menino 10 e uma menina de sete, e gastou R$ 50 em apenas duas horas e meia de passeio.

“Sinto que se tivesse trazido mais, teria gastado mais. Está tudo muito caro, principalmente para quem vem com crianças. Tive que comprar muitas garrafas de água, além do lanche. Passear aqui se transformou em um passeio de luxo. Vou trazer pelo menos a água comigo, da próxima vez, para tentar economizar”.

Para o economista Erivaldo Lopes, conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecom), Geliana e José Pereira estão certos em levar da próxima vez lanche e água de casa.

“A pessoa que sentir que o preço está mais alto do que deveria, deve evitar comprar. Quando a demanda estiver muito baixa, os comerciantes vão precisar reajustar os preços, até porque a Ponta Negra não é um local apenas para Turistas, é também para as pessoas de todas as classes sociais da capital e precisa atender a todos. Enquanto os preços não baixarem, o melhor é levar a água e um lanche de casa mesmo”, aconselhou Erivaldo Lopes.

Estrutura

A nova Ponta Negra conta com o calçadão de dois mil metros de extensão 20 mil metros quadrados em pedra portuguesa, ganhando, ainda, três quadras de vôlei de areia e futvôlei, o skatepark, espaço para a praça do artesanato, dois banheiros, dois novos pontos de ônibus e uma rotatória na saída da avenida do Turismo para melhorar o tráfego de acesso e saída à Ponta Negra.

Preços

A garrafinha de água, que antes custava R$ 2, hoje está na faixa de R$ 3,50. Um copo de suco de 300 ml passou de R$ 4 para R$ 9. A cerveja em lata, de R$ 4, agora é vendida por R$ 8. Uma porção de açaí passou de R$ 7 para R$ 10. Um salgado, antes comercializado a R$ 6, agora custa por R$ 7.

O chopp deixou a margem de R$ 6 para R$ 10. Uma porção de sushi que era vendido por R$ 18 agora custa R$ 38. Já a porção de batata frita está está sendo vendida ao preço de R$ 15,90. Uma porção de tacacá pequena está custando cerca de R$ 12 e a porção grande é R$ 17.