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Pré-candidatos ao Governo do AM usam a internet para testar popularidade e fazer campanha

Antes da justiça liberar a campanha, pré-candidatos ao Governo do AM usam a rede mundial de computadores como principal meio de comunicação com mensagens alusivas à disputa

Dos nomes cotados como candidatos ao cargo de governador, pelo menos oito, além de sites específicos, usam com frequência as redes sociais como holofote

Dos nomes cotados como candidatos ao cargo de governador, pelo menos oito, além de sites específicos, usam com frequência as redes sociais como holofote (A Crítica)

A campanha eleitoral só é permitida a partir de 6 de julho, mas na Internet os pré-candidatos ao Governo do Amazonas já inundam sites e páginas em redes sociais com mensagens alusivas à disputa que se aproxima e até para confrontar as ações e discursos um do outro.

Dos nomes cotados como candidatos ao cargo de governador, pelo menos oito, além de sites específicos, usam com frequência as redes sociais como holofote para trabalhar suas imagens e planos de governo junto ao eleitorado.

São eles: o governador José Melo (Pros), o senador Eduardo Braga (PMDB), os deputados federais Henrique Oliveira (Solidariedade) e Rebecca Garcia (PP), os deputados estaduais Marcelo Ramos (PSB) e Marco Antônio Chico Preto (PMN), o vice-prefeito Hissa Abrahão (PPS) e o ex-deputado estadual Abel Alves (Psol).

Aplicado no projeto de reeleição, José Melo diz que está prestes a intensificar sua participação na Internet. Até então, o governador, que assumiu o posto o dia 4 deste mês, mantém apenas uma página no Facebook, com 2.197 seguidores.

“Esse é um instrumento moderno, muito eficaz. O Obama (presidente dos EUA) usou isso com uma capacidade incomum. (Durante a campanha) Pretendo utilizar todos os mecanismos que a lei me permitir para poder interagir com o público para passar programas e políticas de governo”, declarou Melo.

Diferente dos demais pré-candidatos, José Melo pouco posta mensagens em sua página. As manifestação no espaço são mais de eleitores sugerindo ações ou elogiando o governo. Mas o governador garante que acompanha diariamente as publicações. E que não faz mais por conta dos compromissos do cargo.

“Faço (ler página do Facebook) isso toda noite e de manhã cedo, quando levanto para fazer minha esteira. No resto do tempo estou muito ligado aos problemas, às obras, às coisas de governo, que tomam  muito tempo”, comentou José Melo.

Experiência

Principal adversário ao projeto de reeleição de José Melo, o ex-governador Eduardo Braga usa de forma mais ostensiva todas as ferramentas que a Internet dispõe. Segundo a assessoria do político, desde 2010 o senador está nas redes sociais.

“Desde então, (as redes sociais) são usadas como canais de prestação de contas do mandato e de discussão de políticas públicas, através do contato direto com a população, ‘ouvindo’ e debatendo temas de importância para o Amazonas e para o Brasil”, informou a assessoria. Além de um site, Braga tem contas no Facebook, Twitter, Youtube, Instagram e Flickr.

Entre as publicações do senador na página do Facebook, que já foi “curtida” por 183,8 mil pessoas, o senador registra com texto e fotos suas ações no Senado. E também atividades políticas e particulares fora de Brasília.

“O senador interage diariamente. Ele reserva uma parte do tempo para responder a internautas. Quando há resposta da equipe de comunicação, ela é identificada com a hashtag EquipedoEduardo”, informou a assessoria de Braga.

O analista político Afrânio Soares diz que mesmo que aparentem respeitar os limites da legislação eleitoral, as movimentações dos políticos na Internet já fazem parte de campanha. “Tudo faz parte de uma campanha, mesmo que com ações subliminares. Até uma inauguração de uma obra, ou cobertura jornalística. Tudo para num momento posterior ser ressaltado como parte da campanha. E no presente como forma de ganhar visibilidade”, comenta Afrânio.

O que diz a legislação?

Segundo a Lei 12.891/2013 (lei da minirreforma eleitoral), não é propaganda antecipada a participação de pré-candidatos em entrevistas na Internet, inclusive com a exposição de plataformas de governo e projetos políticos. A legislação considera crime a contratação de grupos de pessoas com a finalidade específica de emitir mensagens ou comentários na Internet para ofender candidatos, partidos ou coligação. A infração pode resultar em detenção de dois anos e multa de até R$ 50 mil.

Saiba mais

966 mil moradores do Estado do Amazonas, em 2012, residiam em casas com acesso à Internet. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE.