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Presidente do PT formaliza pré-candidatura de Dilma à reeleição

A formalização da pré-candidatura de Dilma ocorre num momento em que cresce o movimento "Volta, Lula", que defende que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja o candidato do PT na eleição de outubro

Presidenta Dilma Rousseff faz o anúncio sobre os vetos, nesta sexta-feira (25) à tarde

Presidenta Dilma Rousseff (Divulgação / Jefferson Bernardes (AFP))

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, formalizou a pré-candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff no discurso de abertura do Encontro Nacional do partido nesta sexta-feira, em São Paulo, no qual fez ataques aos adversários da petista na disputa eleitoral deste ano sem citá-los nominalmente.

A formalização da pré-candidatura de Dilma ocorre num momento em que cresce o movimento "Volta, Lula", que defende que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja o candidato do PT na eleição de outubro, o que tem sido negado repetidamente pelo próprio Lula.

Dilma e ele se reuniram antes do encontro partidário.

"Reunimo-nos aqui, hoje, para definir a tática eleitoral e aprovar as diretrizes do programa de governo, a ser elaborado pelo PT e ser objeto de consulta aos partidos aliados. Mas o encontro é, sobretudo, o momento de formalizarmos, solenemente, a indicação da companheira Dilma Rousseff como nossa pré-candidata à Presidência da República", disse Falcão em seu discurso.

Falcão pediu que a plateia levantasse seus crachás em sinal de apoio à pré-candidatura de Dilma, o que levou a um coro de "um, dos, três, Dilma outra vez!".

Antes do presidente do PT, também discursaram representantes de partidos da base aliada de Dilma, como PMDB, PP, PSD, PTB e PCdoB, e todos aproveitaram suas falas para declarar apoio à reeleição de Dilma.

O encontro petista também ocorre num momento de queda das avaliações do governo e pessoal da presidente, assim como de perda de terreno dela nas pesquisas eleitorais e o crescimento do pré-candidato do PSDB, o senador Aécio Neves (MG).

Em seu discurso, Falcão não poupou críticas veladas ao tucano, que em entrevista à Reuters no mês passado disse que, se eleito, estará pronto para adotar medidas "impopulares" caso julgue necessário.

"Como bem disse a nossa presidenta em declarações recentes, mudar não é retroceder, não é dar um passo atrás em direção ao passado, a exemplo de um dos adversários de nosso projeto, que ostenta um antigo político como seu padrinho e tutor eleitoral: sim, aquele mesmo que legou ao país uma herança maldita", disse Falcão, que elencou entre as "medidas impopulares" propostas por Aécio a flexibilização das leis trabalhistas e o fim da política de reajuste do salário mínimo.  

Também sobraram ataques ao pré-candidato do PSB, Eduardo Campos. Sem citar o nome do ex-aliado, Falcão disse que o ex-governador pernambucano não tem ideias próprias e surfou no projeto petista que elegeu Lula e Dilma.

"Se é preciso repelir o retrocesso, também é fundamental desmascarar os que prometem uma nova política, mas, comprometidos com figuras do passado, projetam-nos um futuro como salto no escuro, de consequências danosas", disse ele antes de, ironicamente, afirmar que "misturar tapioca com açaí às vezes pode causar indigestão".

O comentário é uma referência à declaração da pré-candidata a vice de Campos, a ex-senadora Marina Silva, que classificou a aliança entre ambos como tapioca com açaí. A tapioca é um prato típico do Nordeste, de onde vem Campos, enquanto o açaí é uma fruta da região Norte, de onde vem Marina.

(Reportagem de Eduardo Simões)