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Reunião discute solução para impasse entre índios tenharins e moradores de Humaitá

Segundo o general Villas Bôas, a intenção é desenvolver uma política que gere renda para os índios para que eles não voltem mais a cobrar pedágio na BR-230

População revoltada promoveu caos em Humaitá (AM)

População revoltada promoveu caos em Humaitá (AM) (Raolin Magalhães/Freelancer)

Em meio ao conflito entre os índios tenharins e moradores do município de Humaitá, no sul da Amazônia, desembarca nesta segunda-feira (13) na cidade uma equipe interministerial, com representantes das pastas do Meio Ambiente, da Justiça, do Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento Social, para construir soluções para superar o impasse.

Segundo o comandante militar da Amazônia, general Villas Bôas, a intenção é desenvolver uma política que gere renda para os índios para que eles não voltem mais a cobrar pedágio na BR-230, a Rodovia Transamazônica, que corta a reserva.

No domingo (12), o grupo de trabalho formado por representantes dos governos federal, estadual e municipal, além dos comandantes das forças de segurança que atuam na região (a 590 quilômetros da capital, Manaus) informou que vai propor à Presidência da República a concessão do Bolsa Família para os índios tenharins em caráter emergencial.

Desde o último dia 25, os índios estão isolados nas aldeias depois que moradores da cidade atearam fogo na sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) e em pontos de cobrança de pedágio. Os moradores acusam os indígenas de serem responsáveis pelo desaparecimento de três homens, em represália à morte do cacique Ivan Tenharim.

O funcionário da Eletrobras Aldeney Salvador, o professor Stef de Souza e o representante comercial Luciano Ferreira desapareceram quando viajavam pela Transamazônica, em um trecho que atravessa a reserva indígena, a cerca de 150 quilômetros de Humaitá.

Nesta segunda-feira foi publicada no Diário Oficial da União portaria que prorroga por mais 90 dias a permanência da Força Nacional de Segurança na região.  Além da Força Nacional e do Exército, também estão atuando no sul do Amazonas agentes da polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

No domingo (12), o grupo de trabalho esteve na Reserva Tenharim Marmelo para apresentar aos índios o resultado das ações que estão sendo desenvolvidas e reforçar a proibição da retomada de cobrança de pedágio. Os índios proibiram a entrada da imprensa para acompanhar a reunião.