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Taxistas do aeroporto Eduardo Gomes à espera dos visitantes

A proximidade com a Copa do Mundo faz com que algumas expectativas, com a dos taxistas que atuam nos aeroportos de Manaus, ganhem mais impulso com o aumento da demanda

Taxistas do aeroporto Eduardo Gomes à espera dos visitantes

Taxistas do aeroporto Eduardo Gomes à espera dos visitantes (Antonio Lima )

Qualificados e preparados para atender bem os turistas que desembarcarão em Manaus para assistir aos jogos da Copa do Mundo. Eis como se acham os taxistas que atuam no aeroporto internacional Eduardo Gomes. Sabedores de que haverão de lucrar um pouco mais com o evento da Fifa, eles não escondem a ansiedade com a chegada dos visitantes.

DINHEIRO conversou com alguns dos 135 taxistas que atuam no aeroporto e descobriu que eles estão ligados a duas cooperativas – Coopertáxi e Vito Táxi – e a uma rádio táxi – a Rádio Manaus. Verificou que eles estão sintonizados com as exigências de um mercado que não para de evoluir e com consumidores que se mostram cada dia mais exigentes. Por isso, hoje, mais do antes, investem em capacitação e na busca de novas estratégias mercadológicas. “Optamos por um atendimento mais profissional com a distribuição de cartões, revistas e jornais diários no carro”, contou Álvaro Dias, que atua há 10 anos no local.

Em sintonia com seu colega, Rogério Mendes, 36, aposta na inovação para conquistar excelentes resultados no seu negócio, contam com diversos serviços diferenciados: GPS, TV digital e DVD. Não satisfeito, Queiróz pretende adquirir mais equipamentos: “Eu quero investir em um notebook, para oferecer conexão à internet através da tecnologia 3G”, destacou.

Investir em formação

Para acompanhar as exigências de mercado, parte dos taxista que atuam nos aeroportos passaram por cursos de Inglês básico, Atendimento ao Cliente e na área de Segurança. “Hoje o motorista já entendeu que pode se diferenciar dos demais e obter uma renda extra. Por essa razão, cada vez mais profissionais buscam o aprendizado de uma nova língua”, disse o taxista Frank Costa, 41.

Francisco Tavares é um profissional diferente. Há 23 anos conduzindo passageiros do aeroporto para os bairros de Manaus, o taxista reconhece a importância de buscar um aperfeiçoamento constante. “Outro idioma é imprescindível. Em nossa atividade temos constantemente contato com muitos estrangeiros. Ao menos o Inglês eu arranho um pouco, consigo falar o básico”, disse.

Tavares acredita que muitos taxistas não se comprometem com os estudos devido à falta de tempo, uma vez que grande parte da categoria enfrenta uma pesada jornada de trabalho.

Otimistas

A previsão da vinda de turistas para o mundial e o fato de oito seleções desembarcarem em Manaus, para os taxistas parece ser uma grande oportunidade e um “gás” a mais nos seus rendimentos. Joaquim Nunes, 57, até adquiriu um novo veículo para atender a demanda – um Fiat, modelo Doblô.

Ele conta que investiu R$ 62 mil para deixar o veículo apto para atuar no transporte de passageiros durante o período da Copa. O primeiro teste de Joaquim, será no dia 13, data prevista para o desembarque das seleções da Itália e Inglaterra, além dos demais voos de turistas estrangeiros.

“Espero que nesse período de Copa aumente a demanda pelo transporte de passageiros, pois já estamos a 13 dias do início do evento e houve apenas uma tímida elevação na demanda, mas acreditamos na demanda maior a partir da próxima semana”, completou o taxista.

Opinião do taxista Francisco Tavares, que atua há 23 anos no aeroporto

Gargalos apontados

“Está ficando cada vez mais difícil de atuar no período noturno no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em razão da falta de segurança no local. Já houve incidente em que o colega teve que utilizar de uma ferramenta do carro para coibir o assalto. Há trechos da área externa do aeroporto que estão às escuras, propício para ação de vândalos e assaltos. Outro problema enfrentado é que não há cobertura no local que nos colocaram como base. Ficamos a quase 250 metros distante do terminal de passageiros sem qualquer tipo de infraestrutura como banheiros, cobertura e assentos. Temos que ficar o dia todo dentro dos veículos com o condicionador de ar desligado para não gastar combustível. Não adianta fazermos altos investimentos sem termos uma contrapartida”.