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Família responsabiliza polícia pela morte de adolescente dentro de delegacia em Manaus

O adolescente ACC  foi entregue morto à  família às 22h deste sábado, após dar entrada à tarde,  na Delegacia Especializada em Apurações de Atos Infracionais (Deaai)  por porte de droga. Dor e revolta tomam conta de família que disse que irá acionar o Estado.   

 

Familiares do adolescente  ACC, 16,  responsabilizam a Delegacia Especializada em Apurações de Atos Infracionais (Deaai), pela morte do garoto nas dependências da unidade, localizada no bairro do Alvorada, Zona Oeste de Manaus,  ocorrida no plantão desse sábado (26). O garoto foi entregue morto à família, por volta das 22h do mesmo dia, com marcas de espancamento e estocadas pelo corpo.

O corpo do menino foi velado na manhã deste domingo em uma igreja do bairro Jorge Teixeira, aonde reside a família. A pedidos dos membros da igreja, foi proibida a presença da imprensa no velório.

De acordo com os relatos da avó, Francisca Maria Silva Chaves, 56, a mãe Adriana da Silva, 35, do pai e vizinhos, o adolescente deu entrada na unidade por volta das 14h,  após  ter sido pego com droga no bairro Grande Vitória, na Zona Leste. Primeiramente foi  levado para o 14º Distrito Policial e em seguida para a Delegacia Especializada.

Segundo relato da mãe,  Adriano estava com a irmã KCS, de 11 anos, no bairro Nova Vitória quando foi apreendido. A mãe, presidiária do semiaberto, conta que o filho era usuário de drogas, porém não possuía antecedentes.

A avó – que acompanhou de perto a apreensão do garoto  com o genro e um vizinho – disse que ao ir à delegacia no inicio da tarde   viu  Adriano e a menina escorados  em uma parede: “ Ele estava em pé e ficou me olhando”, lembra ao relatar que minutos depois os dois foram chamados para entrar para outras dependências da unidade.

Após longa espera, a avó foi levada à presença da delegada que  disse que iria liberar a menina, mas que Adriano iria continuar e só seria liberado na segunda-feira (28), após um posicionamento do promotor de justiça.

Sopro no coração
Preocupada com a saúde do neto, e com as condições da apreensão, a avó narra que chegou a alertar a delegada que  Adriano  tinha problemas no coração. “Eu disse a ela assim: olhe doutora, eu só quero lhe avisar de uma coisa, o menino tem problema no coração, tem sopro no coração. Não tem problema se a senhora deixar ele fechado, se acontecer alguma coisa com ele? Aí, ela me respondeu: é, mas pra carregar droga ele não sentiu isso”, detalha avó.

Em seguida,  Francisca Chaves conta que deixou as dependências da delegacia e voltou para casa. Por volta das 22h de sábado a delegada ligou dizendo que o menino estava liberado.

“Eu fui, quando chegamos lá o menino já não estava mais lá, já estava no IML. A delegada contou que ele passou mal, chamou o Samu, mas como ele já tinha entrado em óbito levou ele para  o IML. Só que quando cheguei no IML e falei com um rapaz de lá ele me disse  que o IML é que foi lá pegá-lo, por ser serviço do IML o transporte do corpo”.

A família narra ainda que o corpo de ACC apresenta marcas de espancamentos no rosto,  no peito  marcas de estocadas na barriga.

Garantia de Vida
Um vizinho que prefere não se identificar reforça que a  delegada plantonista Andrea Rocha de Araújo  foi notificada sobre as condições de saúde  do adolescente mas que ela assegurou à família que o adolescente  estaria seguro até segunda-feira  e que não deixaria nada acontecer com ele. “Só que às 22 horas recebemos a ligação da delegada querendo nos falar pessoalmente e lamentando a morte do menino” , desabafa.

Dados do IML aponta que o corpo de ACC deu entrada às 21h10 e que o “ocorrido ” aconteceu por volta das 18h do dia 26 nas dependências da Deaai, rua desembargador João Machado, bairro do Alvorada I I . A causa mortis descreve  “parada respiratória, hipertensão craniana, hemorragia craniana e traumatismo craniano “ por “ação contundente”.  

Policia Civil
A assessoria da polícia informa que aguarda o laudo da necropsia para se pronunciar por meio de Nota.

Em principio, informa que o garoto de 16 anos foi apreendido junto com a irmã sob acusação de tráfico de drogas. Ele foi ouvido. A menina voltou para casa. Ele ficou na cela com mais três adolescentes que estão sendo ouvidos pela delegada neste domingo para saber o que ocorreu dentro da cela.

Segundo a assessoria, assim que o fato ocorreu, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e ACC atendido de imediato, mas, não teria resistido aos ferimentos.    

Família

A mãe do adolescente, Adriana Silva,  conta que tem seis filhos e  vinha cumprindo pena sob o regime semiaberto por porte de drogas. Ela disse que largou o vício mas vivia preocupada com o filho. “Ele pagou pelo meu erro”, lamentou ela,  ao achar que o filho ultimamente estava sendo usado para transportar droga.