A sucessão de Bento XVI deve obedecer aos ritos obedecidos no ato de sua escolha, quando ele ocupou o posto deixado por João Paulo II. Um colegiado de Cardeais, formados por 119 cardeais com menos de 80 anos de várias nacionalidades. O processo de votação - chamado de Conclave - é secreto e a portas fechadas.
Cada cardeal vota em uma cédula secreta na capela Sistina. Os votos são contados e as cédulas queimadas com um produto químico para produzir a famosa fumaça branca ou cinza pela chaminé da capela de São Pedro. Enquanto o processo de escolha ainda está em andamento, a fumaça expelida é cinza.
A votação continua até que um candidato receba mais de dois terços dos votos. Se isto não acontecer depois de 30 votações, os cardeais podem encerrar o processo com uma vitória por maioria simples.
As cédulas finais são contadas e queimadas, dessa vez, produzindo a tão esperada fumaça branca através da chaminé da capela de São Pedro. Depois que o candidato aceitar sua indicação, um cardeal declara Habemus Papam no balcão do Vaticano.
O colégio dos cardeais convocado para designar o sucessor de Papa Bento XVI possui 119 membros em vez de 120 porque um cardeal polonês, Henryk Gulbinowicz, reconheceu ter modificado sua idade de nascimento e ter na realidade 81 anos.
Os prelados estão divididos assim: 58 europeus, 14 americanos, 22 latino-americanos, 12 africanos, 11 asiáticos e 2 da Oceania. O Sacro Colégio deve formado por 120 cardeais de menos de 80 anos, limite de idade para eleger um novo Papa. Entre o grupo formado pelos latino-americanos devem estar presentes cinco brasileiros.