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Greve e tensão na Zona Franca de Manaus

Funcionários da Suframa cruzaram os braços nesta quarta-feira (19), paralisando quase todos os setores

Os servidores reivindicam reestruturação da tabela de salários (defasada desde 2008), reestruturação das áreas descentralizadas, retorno da autonomia dá autarquia e aprovação mais rápida dos Processos Produtivos Básicos (PPBs)

Os servidores reivindicam reestruturação da tabela de salários (defasada desde 2008), reestruturação das áreas descentralizadas, retorno da autonomia dá autarquia e aprovação mais rápida dos Processos Produtivos Básicos (PPBs) (Divulgação)

A greve geral dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) começou nesta quarta-feira (19) e mostra que dará muita dor de cabeça aos que necessitam das atividades do setor industrial do Amazonas. Nem mesmo o superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, teria sido poupado pelos servidores, já que de acordo com uma fonte de A Crítica, ele foi proibido de entrar na sede da autarquia pelos manifestantes.

Nesta terça-feira (18), a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) recorreu a Ricardo Scheffer, secretário-executivo do Ministário do Desenvolvimento. Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mas não conseguiu uma solução política capaz de impedir a deflagração da greve, que promete ser por tempo indeterminado.

Caso ela persista, nos primeiros dez dias o prejuízo para o comércio de Manaus está estimado em R$ 1,2 milhão diário. “A partir daí, o prejuízo diário passa a ser de R$ 12 milhões, aqui já computados os efeitos do movimento na indústria, sobretudo em relação ao desembaraço de insumos”, disse Anderson Belchior, secretário do Sindicato dos Funcionários da Suframa (Sindframa), acrescentando que o desembaraço não prejudicará os medicamentos e produtos da cesta básica.

“Se pararem todos os setores destinados a liberação, dependendo de qual seja  e do tempo que vai durar, será um grande desabastecimento. Isso é um absurdo”, disse Ralph Assayag, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus.

Os servidores reivindicam reestruturação da tabela de salários (defasada desde 2008), reestruturação das áreas descentralizadas, retorno da autonomia dá autarquia e aprovação mais rápida dos Processos Produtivos Básicos (PPBs).

Indústria

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, avalia que os primeiros setores a sofrerem as consequências da paralisação serão os que tiverem pouco material no estoque e estejam esperando insumos para os próximos dias. Por outro lado, não espera demissões no PIM; no máximo a liberação dos funcionários por alguns dias.

Sobre o valor dos prejuízos, Périco concorda com os números do Sindiframa. “Basta pegar os R$ 80 bilhões, que foi o faturamento no ano passado, dividir por 12 meses, e, a seguir, dividir por 22 dias úteis que se terá o valor do prejuízo”, disse, completando que pode até ser um valor maior dependendo do material que não será movimentado.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, enfatizou que o cumprimento das reivindicações não dependem somente do  MDIC, mas também do Ministério do Planejamento. Segundo ele, com o superávit primário ruim está havendo uma  dificuldade para fazer a qualificação dentro do plano  de cargos e salário. Entretanto, informou que  existe um plano emergencial para o PIM não ser afetado, caso a greve persista, mas não quis entrar em detalhes sobre ele.

A reportagem tentou contato com o secretario-executivo do MDIC, Ricardo Schaefer, conforme orientação de Antonio Silva, mas ele estava em reunião externa e não retornou a ligação.

O superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, que estava de férias, retorna hoje à autarquia. A reportagem do Portal ACrítica.com também tentou contato com Nogueira, sem sucesso.