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Omar quer encerrar o ano com R$ 150 milhões de superávit nas contas do Amazonas

Governador anuncia superávit nas contas do Estado um mês depois do governo ter figurado na imprensa nacional como deficitário

Durante vista à direção de A Crítica, Omar Aziz falou sobre a situação financeira do Estado

Durante vista à direção de A Crítica, Omar Aziz falou sobre a situação financeira do Estado (Clóvis Miranda)

O governador Omar Aziz (PSD) afirmou nesta sexta-feira (20) que sua gestão fechará 2014 com superavit de R$ 150 milhões. Garantiu também que, se for candidato ao Senado, não deixará o orçamento amarrado para o sucessor dele, o vice-governador José Melo (Pros). As declarações de Omar Aziz  foram dadas durante visita dele à direção de A CRÍTICA.

No início de novembro, um desequilíbrio nas contas do Estado provocou o fechamento no sistema eletrônico de compras do governo dois meses antes do prazo previsto. A medida impediu as secretarias estaduais de  efetuarem novas despesas. No dia 8 de novembro, o  Portal da Transparência (www.transparencia.am.gov.br), apontava um descompasso de R$ 2 bilhões entre a receita e a despesa do Governo.

Na ocasião, o secretário estadual da Fazenda, Afonso Lobo, explicou que o déficit  foi gerado por uma  “frustração orçamentária do Governo Federal” que teria deixado de repassar R$ 200 milhões em transferências constitucionais para o Amazonas. “Hoje, a projeção é que nós temos um superavit acima dos R$ 150 milhões”, disse o governador Omar Aziz ao falar sobre a situação financeira do Governo estadual.

Ele afirmou que sua gestão é “zelosa” com as contas do Estado. E voltou a se queixar das dívidas herdadas do antecessor, o ex-governador Eduardo Braga (PMDB) que engessaram o governo dele.  “As pessoas querem ter como referência grandes obras (...) A ponte (Rio Negro) é uma grande obra. O Eduardo (Braga) deixou ela com um porcentual feito. Eu concluí. Coloquei R$ 600 milhões de recursos do Estado para concluir essa obra”, disse Omar.

A manutenção de obras também deixadas pela gestão Braga foi citada pelo governador como exemplo de gastos que  foram assumidos  pela administração dele. “O Eduardo inaugurou o 28 de Agosto (Pronto Socorro) dia 30 de março (antes de renunciar para ser candidato ao Senado) e eu tiver que colocar para funcionar e o custeio do 28 de Agosto é de R$ 100 milhões por ano, muito mais caro do que a obra. Eu não deixei obra por terminar e nenhuma obra para deixar de funcionar”, contou o governador.

Segundo o secretário da Fazenda, Afonso Lobo, o governo está alcançando o  equilíbrio  financeiro com a adoção de medidas de contenção de gastos. “Começamos a adotar medidas de austeridade, a ser mais criteriosos na hora de autorizar determinados compromissos no fim  do ano. Priorizamos o que é essencial para o Estado: Educação, Saúde, Segurança e a área social.

O portal da Transparência mostrava na sexta-feira um déficit de R$ 148 milhões nas contas do Governo. Valor que Lobo afirma ser coberto até 31 de dezembro, com a entrada de receitas.

Candidatura ao Senado está indefinida

O governador Omar Aziz informou que R$ 4,5 bilhões estão sendo investidos, atualmente, em mais de 430 obras, pelo Governo do Estado. Ele voltou a dizer que não é certo se será ou não candidato ao Senado. “Fui governador por muito pouco tempo. Não tive a oportunidade de uma reeleição por mais quatro anos. É muito pouco tempo para fazer um projeto. Essa é minha grande indecisão”, disse Omar.

Contudo, se for candidato, o governador disse que não deixará dívidas para o sucessor dele. “Se eu ficar até março, não vou deixar nenhum comprometimento para o meu sucessor. Não tenho porque fazer isso. O que acontece é que no início do ano todas as contas públicas são empenhadas. Então, a energia que será gasta o ano inteiro será empenhada em janeiro e a água também. Aí, parece que já empenhou tudo. Não. Se gasta no empenho, a partir do momento que se vai fazendo”, explicou Omar, que desde o início do seu governo reclama das grandes obras que assumiu.