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‘Temos que ter um plano de industrialização no AM’, diz Hebert Amazonas

Pela quarta vez disputando o Governo do Estado,  Herbert Amazonas  afirma que, se eleito, governará pensando no bem estar do trabalhador, e o empresariado local terá que seguir a cartilha dele

Herbert Amazonas

Herbert Amazonas (Euzivaldo Queiroz)

Com um histórico de quatro candidaturas ao governo, três à Prefeitura de Manaus e uma disputando uma cadeira de vereador, Herbert Amazonas afirma que colocar em prática um projeto político socialista, voltado para atender à classe trabalhadora e aos mais pobres, é o que faz ele e o seu partido, o PSTU, manter o desejo de chegar ao poder, sem desanimar.

“Nós temos um projeto diferente das outras candidaturas que defende o grande capital, que defendem os banqueiros”, afirma o servidor público.  Herbert apresenta como bandeira de luta a defesa de um programa de governo “voltado realmente para resolver os problemas básicos da classe trabalhadora, da população pobre, da juventude”.

O candidato do PSTU defende o fim da figura do secretário de Estado e a criação de conselhos em substituição às secretarias. A seguir, trechos da entrevista.

Como o senhor ingressou na política?

No movimento operário. Fui metalúrgico muitos anos e ajudei a organizar a classe trabalhadora. Fui um dos que ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) na década de 80. Depois, na fundação do PSTU e da construção CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular – Coordenação Nacional de Lutas). Minha militância se dá no meio das mobilizações na década de 80.

E por que saiu do PT?

Fundamos o PSTU como uma alternativa. O PT acabou se curvando aos empresários e mudando de lado e a classe trabalhadora necessita de um projeto diferente.

Como o senhor vê a questão do financiamento das campanhas eleitorais?

Tem aquela história: quem paga a banda que escolhe a música que vai tocar. No atual processo político, os grandes escândalos de corrupção estão ligados aos financiadores de campanha. A corrupção tem os seus primeiros passos aí. Não aceitamos esse jogo. Essa política é que nos leva a se distanciar do Psol, por exemplo.

E qual a fonte de financiamento da campanha do PSTU?

O nosso financiamento vem de filiados, simpatizantes. É um dinheiro que vem da classe.

Como aproveitar bem o pouco tempo que vocês vão ter na televisão?

Com criatividade porque o espaço é pequeno e os problemas são muitos. É pouco tempo para apresentar soluções, mas é possível aproveitar o espaço.

Como um eventual governo do PSTU pretende agir para melhorar a situação do interior?

Precisamos de recursos para os investimentos. Tem muito recurso que sai do orçamento e vai para a iniciativa privada. De posse desse recurso, temos como industrializar nosso Estado, atender ao déficit habitacional, financiar saúde e educação.

Como será a relação de um eventual governo do PSTU com o empresariado?

Vamos ter um relacionamento pautado na luta de classes porque defendemos interesses antagônicos. O interesse deles é explorar até a última gota de suor do trabalhador e mandar o faturamento para fora do País. O governador e o prefeito têm assento no conselho da Suframa. Assumindo essa cadeira, nós vamos.

SAÚDE - Descentralizar o atendimento

“Defendemos a construção de hospitais de alta complexidade nos municípios mais populosos. Descentralizar o atendimento da capital. Não dá para  um paciente muito doente chegar com vida de São Gabriel da Cachoeira para vir se tratar em Manaus, por exemplo. É preciso construir essas unidades hospitalares nos interiores como Parintins, Itacoatiara, Barcelos. Defendemos que o governo do PSTU eleito implemente um plano de cargos, carreiras e salários para os trabalhadores da saúde justo e a redução da jornada de trabalho. É uma loucura a jornada atual. O trabalhador sai de um plantão aqui e já tem que correr para outro ali. Outro ponto do nosso projeto é a realização de eleições para diretores de hospitais, para democratizar a relação do gestor com os trabalhadores. Também defendemos a criação de farmácias estatais populares”.

GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA - Industrializar potenciais

“Precisamos de indústrias de base para produzir alimentos, que a maior parte vem de fora. Temos potencialidades na pesca, na ciência e tecnologia, na produção de fármacos e perfumaria. É o que todos sempre defendem, mas nós defendemos que sejam indústrias estatais, administradas pelos trabalhadores, nada de a iniciativa privada explorar nossos recursos naturais. Precisa melhorar a qualidade de vida daqui. Assim, o turismo será uma consequência da estruturação das cidades. O que nós temos para apresentar para o turista aqui? Se eles não tivessem ido embora rápido, estariam vendo o Centro da nossa cidade sendo alagado. Concretamente, o que temos é nossa floresta. Precisamos de condições de apresentar melhor e o Estado investindo nisso pode fazer grandes parques. Aqui, com a biodiversidade que temos, não temos um aquário”.

EDUCAÇÃO - Mais recursos e gestão

“Temos que deixar de investir na iniciativa privada e canalizar os recursos na educação pública, onde serão melhor aproveitados. Garantir salários descentes aos professores, aos servidores da educação. Precisamos de mais escolas e com estrutura adequada. É importante a construção de escolas de tempo integral e creches para atender a demanda atual. Defendemos que para o setor da educação sejam direcionados 30% do orçamento. De outro lado, precisamos também reduzir a jornada de trabalho da classe e dar condições para o professor se capacitar e com isso melhorar a qualidade do ensino. Nosso governo pretende discutir o tema com os trabalhadores, com a população. A ideia é fazer um grande encontro, um congresso para levantar e debater os problemas e eleger um conselho da educação e assim acabar com a figura do secretário”.