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Aniversário de 87 anos de Umberto Calderaro Filho é lembrado no Senado

Senadora Vanessa Grazziotin fez um retrospecto da vida de Calderaro com foco na atuação do jornalista na área da Comunicação e a defesa das causas amazônidas

Jornalista Umberto Calderaro em plena atividade na primeira fase de A CRÍTICA, um encontro com o que mais gostava

O jornalista Umberto Calderaro buscou estreitar os laços com a comunidade criando o Peladão, promovendo o “Carnaval do Povo” e o “Estandarte do Povo” (Arquivo AC)

O aniversário de 87 anos de nascimento do jornalista Umberto Calderaro Filho, comemorado nesta sexta-feira (28), foi lembrado no Senado. Em um discurso que trouxe a memória do pai, do profissional de imprensa, do empresário da comunicação e o seu legado para a sociedade amazonense, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) fez um retrospecto da vida de Calderaro com foco na atuação do jornalista na área da Comunicação Social e a defesa das causas amazônidas. Ele nasceu em 28 de março de 1927 e morreu em 16 de junho de 1995.

“Faço uma homenagem a uma pessoa que foi e continua sendo muito querida por todos nós, o povo amazonense: Umberto Calderaro Filho, fundador do que hoje é considerado o maior grupo de mídia integrada da Região Norte do País, a Rede Calderaro de Comunicação”, disse Vanessa.

Filho de imigrante, Calderaro estudou no colégio Dom Bosco, mantido pelos padres salesianos e, depois, por insistência da mãe, fez o curso de direito, que abandonou no último ano quando o seu nome já constava, inclusive, no convite de formatura. “Sua vida foi o jornalismo. Sua verdadeira e única paixão profissional: foi menino de recados, operário, foca, vendedor, redator, revisor, responsável pela circulação, chefe do serviço de pessoal, editorialista, repórter. Foi o pioneiro da grande imprensa escrita amazonense”, lembrou a senadora.

Ao destacar o humanismo de Umberto Calderaro, Vanessa Grazziotin disse que ele era um homem comum, ficava muitas vezes sem dinheiro no bolso para pagar seus operários. Lembrou que os gráficos tinham-lhe verdadeira adoração. Uma grande ideia sua foi aproveitar o potencial dos menores infratores, com autorização do Juizado de Menores, para vender A CRÍTICA em 1949 e nos anos que se seguiram. “Ao invés de segregação pura e simples, o menor tinha uma atividade remunerada, que não lhe roubava tempo dos estudos e proporciona a sua reintegração paulatina à sociedade. Mesmo com a modernização dos meios de produção e venda dos jornais em bancas, Calderaro fez questão de manter os meninos trabalhando”, disse.

Na homenagem, Vanessa disse ainda que as bandeiras democráticas também foram empunhadas por Calderaro e seu jornal A CRÍTICA, combatendo a corrupção e o nepotismo em âmbito local, denunciando desmandos administrativos e desvios de verbas tanto no Executivo quanto no Legislativo. “Denunciou, o esquadrão da morte, grupo de extermínio formado por policiais civis e militares. O aniversário de nascimento de Calderaro tem, portanto, grande significado para os amazonenses e, em especial, para os seus familiares e funcionários de todo o grupo de comunicação”, disse a senadora.

História de oposição aos governos

Na Manaus dos anos 40 e 50, a comunicação se fazia através dos rádios e dos alto-falantes. A leitura era um privilégio de poucos. E era difícil competir com as ondas do rádio. A CRÍTICA, no entanto, começou a ditar uma linha editorial de oposição aos governos, em especial ao de Leopoldo da Silva Neves, e lançou campanhas que mobilizaram a população.

Uma dessas campanhas foi contra a desativação dos bondes, principal meio de transporte da cidade; a que pedia o fim do jogo (Manaus era um cassino). Outra defendia o Banco de Crédito da Borracha, agência-esteio dos produtores da região; e a que acompanhou o desenrolar da primeira greve na cidade, promovida pelos portuários.

O jornal foi o primeiro a levantar a bandeira da Zona Franca de Manaus. Quando estourou o escândalo do colarinho branco, sistema de operações criminosas, que vendia cotas de importação e fraudava a Suframa, A CRÍTICA denunciou os mentores e operadores do esquema e até hoje defende a preservação e prorrogação do modelo econômico.