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Deputados estaduais assinam pedido de CPI para investigar crimes de pedofilia no AM

Pedido de abertura de uma comissão parlamentar de inquérito será apresentado nesta quinta-feira (06) na ALE. Dez deputados firmaram apoio a investigação

A Frente Parlamentar foi reinstalada no ano passado para compor a 17ª Legislatura

Caberá ao plenário da Casa Legislativa, que é composto por 24 deputados, aprovar ou não o pedido de abertura da CPI (Rubilar Santos -19/maio/2011)

Dez deputados estaduais assinaram nesta quarta-feira (05) o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar crimes de pedofilia no Amazonas. Para a abertura da CPI, são necessárias, no mínimo, oito assinaturas, que representam 1/3 dos 24 deputados da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM).

Os quatro deputados autores do pedido de CPI, Luiz Castro (PPS), Chico Preto (PMN), José Ricardo (PT) e Marcelo Ramos (PSB), disseram que ainda aguardam a manifestação de outros parlamentares que queiram subscrever o documento para formalizá-lo junto à Mesa Diretora da ALE-AM nesta quinta-feira (06).

As acusações de crimes sexuais contra crianças e adolescentes que pesam contra o prefeito de Coari (370 quilômetros de Manaus), Adail Pinheiro (PRP), foram o ponto de partida da apresentação do pedido de abertura da comissão. Outros casos que serão apurados serão os revelados pela operação Estocolmo, que estão sendo julgados pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), e a denúncia de exploração sexual de garotos nas categorias de base do futebol de Manaus denunciadas no dia 12 de janeiro pelo caderno Craque de A CRÍTICA.

Prefeito Adail Pinheiro responde a quatro processos judiciais por pedofilia

Os quatro autores da proposta se revezaram, ontem, na tribuna da ALE-AM, no primeiro dia de trabalho do Legislativo neste ano, defendendo a investigação. “Temos uma quadrilha no poder. Não podemos lavar as mãos sobre as denúncias”, disse Luiz Castro, que completou com ironia: “Há algo de podre no reino de Coari”.

Chico Preto disse que a ALE-AM tem que tomar uma providência. “Penso que cabe um posicionamento desta Casa, bem como de outras entidades na luta contra a pedofilia. A luta é contra a pedofilia não é político-partidária contra A, B ou C”, disse o deputado.

A proposta de abertura de CPI não passou sem críticas na Casa. O líder do governo, Sinésio Campos (PT), disse que o pedido só teria sua assinatura se a investigação não fosse em ano eleitoral. Segundo ele, a comissão poderá ser usada de forma eleitoreira. “E aí desqualificaria uma CPI”, disse. “Se for ‘CPI Adail’ já perdeu a eficácia tendo em vista que tanto o Congresso Nacional quanto o Ministério Público e o TJ já têm elementos necessários”, afirmou, referindo-se a CPI da Pedofilia na Câmara dos Deputados e as denúncias que tramitam na Justiça.

Já a deputada Conceição Sampaio (PP), que subscreveu o pedido, disse que considera os escândalos de pedofilia uma mancha na história do Amazonas e que é preciso fazer o enfrentamento ao crime. “Acho que é dever da Casa, e reafirmando a posição do meu partido, a luta para combater a pedofilia no Amazonas”, disse.

Deputado cobra ação do MPE

O deputado Marcelo Ramos disse que Adail Pinheiro tem vozes em sua defesa nos bastidores e cobrou do Ministério Público a prisão preventiva do prefeito. Segundo o parlamentar, há indícios suficientes para a prisão do prefeito. “O procurador Francisco Cruz precisa se explicar. Por que o MP ainda não pediu a prisão do prefeito?”, questionou. “O MP dá ótimas declarações, só não faz o que deve fazer”, afirmou.

Procurado por A CRÍTICA, Francisco Cruz disse que não segue pauta política. “Minha agenda é jurídica”, disse. “Lamento que algumas pessoas queiram aproveitar a dor e a infelicidade das crianças pobres, vítimas dos desvios sexuais do prefeito Adail”, disse Cruz.

‘Não pode ser uma obra do momento’

O deputado Washington Régis (PMDB) disse que a CPI não pode ser uma obra do momento, citando a repercussão dos crimes de Adail Pinheiro nacionalmente após a veiculação, durante três semanas seguidas, de reportagens denunciando o prefeito no Fantástico.

Chico Preto disse que o programa não “requentou os fatos”. “Há fatos novos”, acrescentou. Arthur Bisneto (PSDB), por sua vez, disse que espera que a CPI chegue aos responsáveis pelos crimes e lembrou que participou da primeira CPI que investigou Adail Pinheiro na ALE-AM e que foi arquivada em 2008. José Ricardo quer saber de onde vêm os recursos para a defesa de Adail, que, segundo ele, declara patrimônio incompatível.