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Enchente anormal do rio Madeira afeta economia do Amazonas

Viagem de barco entre Manaus e Porto Velho, que era feita em oito dias, agora leva 11; Consumidores e os donos de embarcações vão sentir a diferença

Porto Velho (RO), onde os efeitos da enchente são mais visíveis, é o porto de partida para o abastecimento de Manaus com produtos como açúcar, óleo e milho

Porto Velho (RO), onde os efeitos da enchente são mais visíveis, é o porto de partida para o abastecimento de Manaus com produtos como açúcar, óleo e milho (Odair Leal/Free Lancer)

A cheia dos rios Madeira e Purus, que deixaram sete municípios em estado de emergência, preocupam os donos de embarcações que transportam cargas para Porto Velho, em Rondônia. Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Navegação, Claudomir Carvalho, a enchente atípica do rio Madeira está fazendo com que a viagem para Porto Velho que era feita em oito dias esteja demorando 11 dias para ser concluída.

De acordo com o presidente do sindicato essa demora demanda mais combustível e os custos para envio de carga aumentou 20 % desde o inicio do processo de cheia. “As empresas não estão repassando esse aumento para carga, pois provavelmente esse aumento terá impacto no preço dos produtos, então estamos esperando que a situação se normalize o quanto antes”, declarou Carvalho.

Segundo ele o combustível de parte do Mato Grosso, Acre e Rondônia é enviado de Manaus e devido a demora na viagem e dificuldade para descarregar, pois boa parte dos portos estão alagados, pode ocasionar uma falta de combustível.

No sentido Porto Velho – Manaus, o presidente do sindicato diz que parte do açúcar, óleo e milho que chega a cidade é enviado pelo rio Madeira, portanto a dificuldade nos portos pode fazer com que esses produtos fiquem mais caros. “Os produtos não vão faltar por que no porto público de Porto Velho as empresas estão trabalhando 24 horas, mas o aumento da mercadoria pode acontecer”, acrescentou presidente do sindicato.

A exportação de grãos também está sendo prejudicada por conta daenchente segundo Claudomir Carvalho por falta de segurança no porto de atracação a exportação está suspensa desde ontem.

Aviso de cheia

O último monitoramento divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) na sexta feira em Humaitá, o rio Madeira ultrapassou a cota de emergência de 23,52 metros e está a 98 centímetros para atingir o nível máximo registrado na cheia histórica de 1993. Ainda de acordo com o CPRM o rio Purus está 1m13 acima da cota de transbordamento.

Para o subsecretario da Defesa Civil do Estado do Amazonas, Hermógenes Rabelo, a cheia do rio Madeira será uma das maiores registradas. Ele afirmou que o Município de Manicoré também deverá entrar nos próximos em estado de emergência.

Segundo dados da Defesa Civil em uma semana, o número de atingidos pela cheia dos rios no Amazonas subiu para 25.288 mil, desse total, 14 mil pessoas estão desalojadas.

O subsecretario informou ainda, que o secretario de Defesa Civil do Amazonas, Roberto Rocha, está em Humaitá para avaliar as condições reais que apontam a necessidade de decretar estado de calamidade, pois o município enfrenta dificuldades com o desabastecimento de energia, água, alimentação, medicamentos devido o isolamento da BR 230 e BR 319.