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Inadimplência do consumidor cresce 3,4% em Manaus

Para Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus, maioria das pessoas entra no cadastro negativo por falta de controle financeiro ou porque 'emprestou' o nome

Lojistas contrataram profissionais para conter a ação de assaltantes

Falta de controle e excesso de confiança complicam consumidores (Luiz Vasconcelos)

Em julho, a inadimplência cresceu 3,4% em relação ao mesmo mês de 2013. Apesar de manter média estável desde 2011, os casos de inadimplência relacionados ao empréstimo de nome e falta de organização financeira vêm preocupando a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLM). No mês passado, o número de inadimplentes na capital era de 5.522, apenas 117 a mais que julho do ano passado.

De acordo com o presidente da entidade, Ralph Assayag, a maioria das pessoas está ficando com o “nome sujo” por desorganização ou “boa vontade” demais. “Em julho, 25% das pessoas deixaram de pagar contas porque não souberam administrar o salário e acabam gastando mais do que recebem. Outro fator preocupante é o empréstimo do nome, que está presente em 15% dos casos”, ressalta.

Segundo Assayag, estes dois fatores estão crescendo lentamente e precisam ser neutralizados o mais rápido possível. “São causas que não deveriam acontecer. As pessoas precisam ser mais responsáveis com questões de gastos e nome no mercado, porque quando a inadimplência cresce, os preços finais acabam aumentando também, porque o comerciante não pode ficar no vermelho”, adverte.

O dirigente faz questão de ressaltar, porém, que a média de Manaus ainda não oferece riscos ao comércio e está abaixo da nacional, que cresceu 4,43%, de acordo com o banco de dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL).

Nos últimos cinco anos, 370 mil pessoas entraram na lista de inadimplentes da CDLM. No mês passado, as mulheres lideraram a lista dos inadimplentes na capital amazonense (55% dos casos) e a maioria dos devedores estava na faixa etária de 18 até os 25 anos (25% do total), seguido dos de 45 a 55 anos (20%) e dos de 55 até 65 anos (21%).

Controle financeiro

O economista Marcus Evangelista orienta que, para evitar ficar inadimplente é preciso organizar o orçamento doméstico. “É preciso saber quanto você gasta e pra onde vai o dinheiro. O grande problema é que a maioria das pessoas não tem isso no papel e gasta acima da sua capacidade financeira, usando os facilitadores do endividamento que são: cartões de créditos e limites do cheque especial”, diz.