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Professores usam métodos diferentes para inovar o ensino da Matemática no Amazonas

Um total de 96 professores da capital e do interior conclui curso de formação com o objetivo de favorecer o aprendizado dos alunos e atraí-los para a disciplina, muitas vezes temida

Professores indígenas de São Gabriel da Cachoeira ensinam os números com receitas caseira

Professores indígenas de São Gabriel da Cachoeira ensinam os números com receitas caseira (Divulgação/ A Crítica)

Dar contexto à Matemática ensinada nas séries iniciais de modo a tirar dela a imagem de ser uma disciplina difícil e inacessível é o objetivo que reúne professores formadores em Alfabetização Matemática do Programa Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), da Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Um total de 96 professores do grupo utilizou materiais não usuais em sala de aula como folhas, pedras, barbante e outros para construir um ambiente alfabetizador em Matemática.

“A Matemática tem que ser vista com o olhar da vida, do cotidiano da pessoa, quando a gente anda a gente faz matemática, quando respira, quando estamos no prédio vimos que as portas são feitas em forma de retângulos, as janelas também, o que demonstra que a disciplina está no dia a dia e podemos aprender com isso”, afirmou o professor formador Eriberto Façanha, da Secretaria de Estado da Educação (Seduc). Os professores que participam da formação confirmam as limitações, mas apostam que podem mudar a sala de aula da disciplina.

Para Eriberto, professor há 16 anos, licenciado em Matemática e mestre em Educação Matemática pela Universidade Luterana (Ulbra) do Rio Grande do Sul, e professor da mesma instituição de ensino em Manaus, há um sentimento da necessidade de formações continuadas, para estimular o professor a mudar a postura de ensinar para que a criança possa ver a Matemática de outra forma. “Criaram muitos fantasmas, dificuldades sobre essa disciplina e aquilo que não entendemos nos anos iniciais pode-se levar para o resto da vida”, afirmou ele, cujo trabalho é estimular a criatividade e a habilidade para que os professores possam fazer com que a criança visualize a Matemática dentro do seu cotidiano. Para isso, é importante, como ressalta ele, não entrar na sala de aula e escrever no quadro um número sem explicar porque chegou ali ou mostrar quatro elementos sem qualquer significado, apenas contabilizando números.

Ele cita as avaliações da Prova Brasil e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que já trabalham todo um contexto em função desse envolvimento matemático da criança. “A Seduc vem trabalhando para desenvolver nos professores a ideia de que matemática não é só resolver, efetuar, calcula. As crianças de hoje nascem sabendo manusear tecnologias, sabem a placa do carro do pai, número de telefones e isso precisa ser aproveitado no ensino, o que vai deixar a disciplina mais prazerosa”, garantiu.

Proposta compartilhada nas aldeias

Os professores Anderson Luís Brazão Góes, 36, que atua em Maturacá, no município de São Gabriel da Cachoeira (a 858 quilômetros de Manaus), e a pedagoga Agda Vaz Sampaio, 42, da comunidade do Cachoeira, também de São Gabriel, têm a expectativa de poder levar as novidades para compartilhar com os professores da aldeia yanomami.

Anderson disse que o curso foi fundamental porque poderá compartilhar com os professores das aldeias para aplicação em sala de aula. Ele divide a opinião com a pedagoga Agda Vaz Sampaio, ao falar da importância de trabalhar a ludicidade, com objetos como régua de medição, balança, calendário, relógio e outros do dia a dia de forma lúdica para o letramento em Matemática. Jocilene Gonçalves Gabriel, 33, também professora no município, lembrou que com a falta de material didático atualmente no município, o curso foi extremamente positivo, na medida em que permite buscar alternativas.