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Radares na BR-174 surpreendem condutores do AM

Os equipamentos foram colocados nos dois sentidos da rodovia, nos trechos considerados críticos por concentrarem o maior número de acidentes

Na altura do quilômetro 6, sobre a ponte do igarapé do Mariano, onde foram instalados dois radares, condutores reduzem a velocidade bruscamente para evitar multas

Na altura do quilômetro 6, sobre a ponte do igarapé do Mariano, onde foram instalados dois radares, condutores reduzem a velocidade bruscamente para evitar multas (Antonio Menezes)

Quatro radares fixos de fiscalização eletrônica de velocidade, os chamados “corujinhas”, foram instalados na BR-174, que liga Manaus à capital de Roraima, Boa Vista, no início da semana. Os dois primeiros foram instalados no quilômetro 3, na última segunda-feira, e os outros dois no quilômetro 6, sobre a ponte do igarapé do Mariano, na bacia do Tarumã-Açu, na manhã desta quarta-feira (22).

Os equipamentos foram colocados nos dois sentidos da rodovia, nos trechos considerados críticos por concentrarem o maior número de acidentes e onde a sinalização vertical indica o limite de velocidade de 60 Km/h. Apesar de ainda não estarem operando, os radares apresentaram resultados imediatos no comportamento dos condutores. Basta alguns minutos na rodovia para observar que os motoristas que seguem desenvolvendo velocidade acima do limite reduzem bruscamente logo que avistam os radares.

A redução súbita de velocidade ocorre, principalmente, sobre a ponte do igarapé do Mariano, por se tratar de uma curva acentuada, localizada num declive. Caminhões caçamba, cavalos-mecânicos e até mesmo carros de passeio passam acima de 100 km/h, mas quando se deparam com os radares com as câmeras, diminuem a velocidade. Outros, no entanto, não se intimidam e continuam em alta velocidade, mas esses estão em menor número, comparado aos condutores que reduzem a velocidade.

Surpresa

Alguns condutores que passaram pelo local disseram que foram surpreendidos pela novidade. O motorista José Alves, 45, por exemplo, contou que está acostumado com os radares na área urbana de Manaus, mas estranhou a falta de sinalização que alerte sobre os equipamentos. “Na maioria das avenidas onde há corujinha tem, também, uma placa antes avisando que é preciso reduzir a velocidade. Na BR-174, poderia ter a mesma sinalização”, disse.

Os radares fixos são os mais comuns nas cidades do Brasil. Depois aparecem os equipamentos móveis usados, principalmente, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os equipamentos fixos instalados na rodovia ficam acoplados a postes em trechos com alto índice que acidentes. Em ambos os trechos da BR-174 não há sinalização horizontal ou vertical alertando sobre a presença dos radares, como foi observado pelos condutores. Porém, a “falta de aviso” é legal porque obedece a resolução 396 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

A resolução passou a vigorar em todo o País no dia 22 de dezembro de 2011 e deixa claro que os controladores de velocidade não precisam ter placas indicando a instalação do dispositivo ou display informando a velocidade desenvolvida. Portanto, segundo a resolução, cabe ao condutor obedecer ao limite da via, informado nas placas de velocidade, caso não queira ser multado.

Condutores e moradores aprovaram

Para o motorista Juliano Penha, 32, a instalação dos radares era necessária devido ao perigo causado por outros condutores, que insistem em ultrapassar o limite de velocidade permitido. “Tem caminhão que passa do nosso lado a 120 km/h. e coloca nossa vida em risco. Quem diz que os radares são só para aplicar multa usa isso como desculpa. O radar só multa quem está errado. Quem anda dentro da velocidade permitida não tem do que reclamar”, disse.

A esposa de Juliano, a balconista Érica Silva, 29, também aprovou a instalação dos equipamentos. “A gente mora na comunidade Amine Aziz, no Km 3 da BR-173, mas vai todo o dia para a casa da minha mãe, que fica mais à frente, e os motoristas passam que nem loucos. Ninguém sabia que iam colocar os radares, mas vieram em boa hora. Tem que multar mesmo quem coloca a vida das outras pessoas em risco”, destacou.