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Mais de 60% dos nascimentos são de partos normais no Amazonas

Segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde do AM (Susam), 63,67% dos nascimentos aconteceram sem operação em sete maternidades do Estado

Em Manaus a maioria dos partos é normal. Dentre as vantagens, a mãe pode cuidar do bebê sem ter a ajuda de outras pessoas

Uma das vantagens do parto normal é que imediatamente após nascer a criança entra em contato com a mãe e rapidamente toma o colostro,o primeiro leite (Arquivo AC)

A maioria dos partos nas maternidades públicas do Estado são realizados de maneira normal. Segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), 63,67% dos 9.388 partos registrados de janeiro a maio deste ano nas sete maternidades foi de maneira natural, só com o acompanhamento das equipes de saúde.

Os partos cirúrgicos (cesariana) foram 3.410. De acordo com a gerente de Enfermagem do Instituto da Mulher, Gracimar Gama, as mulheres que optam pelo atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) encontram profissionais capacitados para as informarem sobre o parto normal. “É uma mulher que vai encontrar pessoas que trabalhem em prol do parto normal e que mostra claramente que ele tem suas vantagens. São profissionais capacitados pelo Ministério da Saúde para humanizar o parto”, declarou.

Gracimar defende o parto normal porque a recuperação da mulher é melhor e ela participa mais ativamente do momento do nascimento do filho, que é uma experiência única na vida da família. “A mulher participa do parto dela. Não está sob efeito de anestésico. Ela tem o contato pele a pele, natural. É um momento sublime, incomparável. Logo após o nascimento pega o filho no colo e amamenta. Os profissionais de saúde assistem o parto para evitar que qualquer intercorrência venha ocorrer”, declarou.

O Instituto da Mulher recebeu este ano a certificação do Ministério da Saúde de Hospital Amigo da Mulher e Amigo da Criança exatamente pelo apoio que dá ao parto normal e humanizado. Segundo Gracimar, no instituto, a mãe, no momento do parto tem livre acesso para caminhar, tomar água, o pai pode cortar o cordão umbilical na hora do nascimento do filho, a mãe escolhe o acompanhante e a posição do parto e a primeira amamentação corre na primeira hora de vida. “Por todos esses fatores ganhamos o título. O aleitamento materno na primeira hora de vida é fundamental para a saúde da criança”, declarou.

De acordo com a enfermeira, a escolha de um parto cirúrgico deve partir de uma orientação médica e, em tese, deveria ser a opção quando há sinais de que mãe ou filho podem ter algum problema durante o parto. “Na rede pública, não há programação para cesarias. Se houver alguma intercorrência no momento, como mulheres hipertensas com risco de pré-eclampsia, então é claro, não vamos arriscar a vida dessa mulher e da criança”, afirmou.

Luta na rede social

Um movimento de mulheres está tomando as redes sociais desde que uma grávida foi obrigada pela Justiça, a pedido da ginecologista da unidade médica que ela procurou para dar à luz, a fazer um parto cesariano. A mãe reclamou que foi constrangida pela equipe médica a fazer a cirúrgia e mesmo assinando um termo de responsabilidade afirmando que assumia a responsabilidade pela espera do parto normal, acabou obrigada pela Justiça a fazer o procedimento cirúrgico.

Particulares preferem a cesareana

De acordo com matéria publicada no site UOL, especialistas indicam que é na rede privada que ocorrem a maioria dos partos cirúrgicos.

Gracimar Gama afirma que não tem acesso aos dados da rede particular em Manaus, mas acredita que os dados locais sejam parecidos aos nacionais. “A rede pública oferece uma quantidade maior de profissionais de plantão que permitem que a maioria dos partos sejam normal”, disse.

Outro fator, segundo a enfermeira, é que as mães com uma renda maior acabam querendo programar o parto. Ela afirmou que o principal fato para evitar o parto normal é o medo. “Elas precisam ser esclarecidas e confiar no apoio que terão naquele momento para enfrentarem melhor o parto normal”, disse.

Ainda segundo a enfermeira, não há regras. Cada mulher e cada parto são diferentes. Gracimar Gama esclarece ainda que se no primeiro parto a mulher optou por cirurgia, nada impede que no segundo possa ter um parto normal. “Cada situação deve ser avaliada pelo obstetra”.